Perspetiva

14/06/2016 0 Maçãs

Lembro-me do meu nulo jeitinho para os desenhos de artes visuais e outras disciplinas do género que fui tendo ao longo do ensino básico. Ainda hoje me vejo à rasca para transmitir seja o que for através de desenhos - vai-se a ver e vem daí a minha pequenina aversão aos microscópios (isto no secundário)... era tudo muito lindo até ter de passar o que via para o papel!

Contudo, houve uma matéria que despertou o meu interesse: a perspetiva. Teoricamente falando, claro, que isto de passar à ação nunca foi o meu forte. Mas a verdade é que toda a noção de ver o mesmo de pontos de vista diferentes me passou a fascinar muito mais desde então, ainda para mais tendo em conta as diversas técnicas a utilizar para conseguir passar essa informação para o papel.

Abstraindo-nos da lição de desenho, podemos levar este conceito mais longe. Parecendo que não, todas as questões relacionadas com a homofobia e com a intolerância partem daqui. De uma questão de perspetiva, em que nos colocamos do lado das vítimas ou dos agressores - esquecendo, portanto, que há um ponto de onde se vêm claramente as situações, sem que ocorra uma distinção de "lados".

Aqui entre nós, já não há pachorra para tamanha incompreensão num mundo tão evoluído. Construímos habitações que não caem para o lado com o vento, telemóveis que nos permitem comunicar à distância em tempo real, automóveis que flutuam e utilizam energias renováveis... e depois temos ataques terroristas, armas fabricadas em massa, exércitos preparados para atuar em caso de guerra.

Enfim. Como bons europeus e patriotas que somos, vamos antes esquecer as desgraças todas e vibrar com o jogo de hoje (Portugal vs. Islândia). Eu não disse que era uma questão de perspetiva?

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