Zebra

23/03/2015 2 Maçãs
Aqui há uns dias, a minha professora de violino perguntou-me se estava a pensar vender o meu instrumento no final do ano.

A pergunta surpreendeu-me de tal forma que fiquei meia embasbacada durante alguns segundos até compreender bem a questão. Tudo em que conseguia pensar era "por que razão é que eu haveria de querer vender o meu violino?". E, naquele momento, atingiu-me.

Claro, daqui a três meses vou terminar o curso. Não vou continuar a ter aulas, todas as semanas, como tenho tido desde que entrei para a escola. Mas daí até vender...

O meu violino é o meu bem mais precioso e valioso, a todos os níveis. Não preciso de dizer o quão importante é para mim - e se mais tempo não dedico ao estudo, é simplesmente porque não consigo dar o meu máximo neste ponto, uma vez que desde há três anos atrás que tomei a decisão de dar prioridade absoluta à escola. Absoluta, no sentido em que farei tudo o que estiver ao meu alcance para melhorar o meu aproveitamento escolar. Contudo, absoluta também no sentido rigoroso da definição que acabei de dar; se a escola se sobrepuser à música em aspetos que não interfiram com as notas (como visitas de estudo em dias de concerto, etc. - e, sim, já aconteceu), não hesitarei em escolher a música como prioridade nesse momento.

Confesso que é difícil imaginar-me com uma rotina que não envolva a música. Todas as semanas, durante doze anos, lá fui eu para a minha segunda casa aprender a solfejar, a cantar afinadinha (na medida do possível, evidentemente), a tocar numa orquestra, a conviver com pessoas de muitos backgrounds diferentes e a explorar e a moldar também, de certa forma, a minha própria personalidade e a minha forma de ver o mundo.

...

Não vou vender o meu violino. Como poderia? - quando é parte de mim...

2 Maçãs

  1. Também não venderia o meu!!! :'(
    Aliás, desde que saí do orfeão até comprei um segundo! Desta vez, um elétrico, para ter mais autonomia e mobilidade num palco!
    Continuei a tocar regularmente, pois comecei a participar no coro das missas do hospital onde estudo. E também toco numa banda... Além disso, de vez em quando lá surgem convites para tocar noutros eventos.
    Já saí do orfeão há 3 anos e, como vês, continuo a ter o violino no meu dia-a-dia! Tenho a certeza que a música vai continuar a ter uma grande importância na tua vida... :) cá em Coimbra, até há a Tuna Académica de Coimbra, que tem orquestra!!! Só não participo porque não tenho tido tempo para tal...
    Beijinho! :D

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    1. E fizeste tu muito bem! Confesso que, por muito que adore os violinos acústicos (e toda a sua magia por sermos nós a moldar o som do nosso próprio instrumento), também não me importava nada de ter um elétrico. Isso e um pedal de loop, mas se calhar já era pedir muito, ehehehe.

      Já percebi que continuas muito ativa no mundo da música, o que só pode ser bom sinal! Há que manter as nossas celulazinhas cinzentas a trabalharem convenientemente; consta que tocar um instrumento é das atividades que mais "luzinhas" acende no que toca à atividade no nosso cérebro. Não sei se conheces este vídeo: [link]. Mas, hei, disso já deves saber mais tu do que eu. ;)

      Beijinhos!

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