A propósito de poemas...

28/09/2014 1 Maçã
o que eu me tenho rido com os meus próprios "poemas" (se é que tal designação merecem) de há uns quantos anitos atrás! Ai, a sério, as coisas que eu escrevia... se não estivessem aqui publicadas, eu diria que nunca haviam sido escritas por mim!

Confesso que, se por um lado ler alguns posts me traz um grande sorriso ao rosto, por outro lado... escrevia cada coisa mais tétrica, por vezes! Ora reparem:
A vida está cara
Ninguém a quer parar
Estamos no frio
Não me venhas chatear
Eu estou triste
Um sentimento
Eu sinto
Neste dia diferente
Não consigo adivinhar
A felicidade
Que deve estar a chegar
Tristeza
Vai-te embora
Eu não gosto de ti
Fazes-me ir lá para fora
Não gosto de ti
Vai-te embora
Quero a felicidade
Não quero a crueldade
Não fiques aí
Vai-te divertir
Não fiques como eu
Triste, neste lugar
A felicidade
Demora a chegar
Poema "Tristeza e Felicidade", escrito a 31/10/2006.

O mundo morreu.
Foi num repente
e sem avisar ninguém
que tal aconteceu. 
E foi também
de repente
que eu me fiz gente
e o enfrentei. 
De que vale ter o mundo,
quando é o mundo que manda
e a natureza que enforca? 
De que vale ser forte,
e endireitar o norte,
quando há vida e há morte?
Poema "O Mundo", escrito uns dias antes de 03/09/2011.

Ahahaha, uma mente muito perturbada, portanto... Todavia, a minha parte preferida é mesmo a "nota" (ou o post-scriptum, como lhe preferirem chamar) que coloquei, originalmente, abaixo do primeiro poema...
Nota: Eu não estou triste! É só a minha imaginação a trabalhar…
Acho que vou cair da cadeira de tanto rir!

Poema meu (ahahaha, após tantos anos!)

1 Maçã
Porque não

Tenho andado inspirada;
para tudo, e para nada.

Aquela triste e leda madrugada,
que sempre às escondidas joga
e sempre é apanhada,
guarda consigo
a esperança,
e a saudade,
e a mágoa do futuro
que nunca virá.

Talvez, quiçá,
porque não.

E se de poesias sabia Camões,
de escritos já não sei mais eu.

Por aqui me fico,
e aguardo
a esperança,
e a saudade,
e a mágoa do passado
que nunca passará.

Talvez, quiçá,
porque não.

Vassouras que andam de autocarro

24/09/2014 1 Maçã

Acho um piadão ver alguém a carregar com uma vassoura num autocarro.

Desculpem, mas acho. E isto é vindo de alguém que já teve de passar figurinhas tristes atafulhada com uma mochila com n quilos atrás das costas, com um malote de desporto suportado pelo braço esquerdo, com um violino seguro pela mão direita e com uma guitarra apoiada no ombro em que doesse menos.

É habitual ver as pessoas transportarem sacos das compras (e acho muito bem que andem com aqueles fortes reutilizáveis em vez de gastarem dinheiro naqueles saquitos que não duram nada - e, já que vos escrevo diretamente de Leiria, convém referir que há uma particular papelaria/livraria/temtudoemaisalgumacoisa por estas bandas que costuma "oferecer", na compra de uns produtos da dita cuja papelaria/livraria/temtudoemaisalgumacoisa no início de cada ano letivo, os primeiros sacos que referi).

É habitual ver as pessoas transportarem mochilas e outros carregos que tais (afinal, 75% da população que habita os autocarros matinais tem como destino uma das escolas básicas ou secundárias aqui da "terrinha" ).

E, ainda assim, acho um piadão ver alguém a carregar com uma vassoura num autocarro. Uma pessoa tem de se divertir com alguma coisa, não é?

Lus...í...a...das

0 Maçãs

digo eu, em resposta em pergunta "O que é que andas a dar em Português?". Ok, eu confesso, ninguém me faz essa pergunta. Ainda assim, seria o que eu responderia caso, efetivamente, me fizessem essa pergunta. Que não fazem.

Adiante. O 12º ano está a ser... estranho, para não dizer outra coisa, uma vez que me vejo com muito mais tempo livre do que habitualmente tinha (ainda que esse tempo livre esteja concentrado nas "primeiras" horas da manhã) e que a minha agenda esteja mais recheada de concertos do que de testes (ainda bem!).

Já agora, se estiverem interessados, probabilidades, sexualidade e como criar blogues têm sido as restantes matérias abordadas nas minhas aulas. 

Ping, ping

19/09/2014 0 Maçãs

Song On The Beach, Arcade Fire, "Her" [link]

A chuva inspira-me.

Nas cidades, as pessoas falam da chuva como se de uma calamidade se tratasse. Aquele monstro que nos obriga a andar sempre de guarda-chuva em punho enquanto esperamos pelo próximo ataque súbito pelas costas ou pela frente que, aliado à sempre simpática ação do vento, nos molha da cabeça aos pés e nos faz ganhar uma certa indignação pelo desprezo dos condutores de veículos fechados de quatro rodas que por nós passam chafurdando os passeios e quem lá se encontrar com aquela água negra que circula pelas estradas.

E assim é, na verdade. Todavia, não há outra sensação como a da água a bater com força por cima das nossas cabeças, sem nos tocar, mas libertando-se à nossa volta num jorro contínuo ou em subtis gotinhas de água, tão pequenas e tão poderosas ao mesmo tempo. Estar em casa, ou na escola, olhar pela janela e ver as gotas nos vidros, ouvir a trovoada ainda ao longe e pressentir o vento que se faz sentir lá fora. E nós cá dentro, protegidos, abrigados, como se nada nem ninguém nos pudesse atingir. Mas pode, e basta abrirmos a janela para sentirmos toda a fragilidade do mundo exterior, sem nunca nos esquecermos, no entanto, de que basta voltarmos a fechar a janela para que a paz se reestabeleça e possamos regressar à nossa rotina do quotidiano.

A chuva é mais forte do que qualquer um de nós, mas munidos do guarda-chuva certo e de um bom impermeável, até o mais fraco de nós se consegue-se sentir forte. É ou não é um sentimento mágico?

Calendário Escolar 2014-2015

14/09/2014 1 Maçã
Manhãs livres, tardes ocupadas, manhãs ocupadas, tardes livres. Bons horários, maus horários, horários medíocres, horários satisfatórios. É oficial, estamos a iniciar um novo ano letivo e nem esta chuvinha (hummm, inha?) afasta esta realidade. Há aqueles que começam um novo percurso académico numa nova escola, ou numa nova cidade e... há aqueles, como eu, que seguem em frente para mais um ano como todos os outros. Ou, pelo menos, assim o espero. 

Regresso às aulas. Já é tradição deixar-vos aqui um calendário escolar para que possam utilizar da forma que mais vos convenha. Aproveitem! 

ATENÇÃO: No que toca às datas de início e de final de ano e aos feriados, cada um deve verificar por si próprio se a informação se encontra correta. Este calendário foi criado para uso pessoal (relembro que foi adaptado por mim a partir de versões dos anos anteriores), logo, algumas das informações lá contidas podem não estar de acordo com a vossa escola ou com o vosso ano de escolaridade. Já agora, disponibilizo também a versão que eu própria irei utilizar, já em formato .pdf.

De todas as manhãs livres,

2 Maçãs

a da segunda-feira deve ser, muito provavelmente, a pior. Amanhã tenho o meu primeiro "teste" deste ano letivo: conseguirei levantar-me cedo quando só começo as aulas à tarde? 

(especialmente quando ainda não tenho nada para fazer, embora devesse começar a pensar seriamente em rever a matéria de 10º e 11º, nem que seja a de Matemática!)

Call for Scores do OL|CA 2014, chamaram-lhe eles...

13/09/2014 0 Maçãs
Quarta-feira, dia 4 de junho de 2014. Tarde livre na escola, aula de violino à hora de almoço e, tal como em todas as quartas-feiras do passado ano letivo, aguardo ansiosamente pelas 17h30 para ter a minha próxima aula. Ou... não.

Este foi um dia muito especial para mim e para mais uns quantos alunos sortudos do Orfeão de Leiria, cujas peças originais foram estreadas nessa mesma noite, no concerto do Call for Scores. Assim sendo, as 17h30 desse dia marcaram não apenas o início de mais uma aula, mas também a contagem decrescente para o concerto. E o que é que isto quer dizer? Bom, resumidamente, ensaios gerais à última da hora, detalhes finais acerca da organização do concerto (colocamos x estantes nesta peça, tiramos y estantes quando acabar aquela peça, etc), pintura de t-shirts a dizer "staff", últimos retoques nos vestidos e laços e gravatas e sei-lá-mais-o-quê, decoranço dos discursos de cada compositor... pronto, já deu para terem uma ideia.

Informada poucas semanas antes de que o concerto se ia, efetivamente, realizar, o mais difícil foi conseguir reunir os instrumentistas necessários para ensaiar a minha peça. Isto, claro, depois de ter conseguido convencer os ditos cujos instrumentistas a participar, uma vez que, infelizmente, alguns dos músicos que contactei inicialmente não estavam disponíveis na data do concerto. Assim sendo, a coisa acabou por correr assim:


Trompete - Leonardo Pereira
Vibrafone - prof. António Casal
Piano - prof. Rafael Araújo

Nada mau, hem? A interpretação, quero eu dizer, claro... se quiserem ter uma ideia de como soava na sua versão computorizada, aqui ficam dois vídeos (com o mesmo áudio e com diferente "visual"):


Já agora, posso contar-vos, muito sucintamente, a história por detrás desta peça. Aqui há uns meses atrás, uma amiga minha falou-me acerca dos seus planos de fazer um interrail pela Europa fora, o que, mesmo sem eu me aperceber disso, acabou por me inspirar a compor uma peça que retratasse uma viagem de comboio. Este parte de uma estação, passa por diferentes cidades e locais, atravessa paisagens únicas e distintas umas das outras, para, recebe novos passageiros de diferentes culturas e nacionalidades, volta a partir e lá vai ele pelo mundo fora.

(caso tenham interesse em ouvir mais algumas das peças apresentadas neste mesmo concerto, criadas pelos meus excelentíssimos e talentosos colegas, deixo-vos aqui alguns dos vídeos que foram partilhados pela internet fora):


Call for Scores do OL|CA 2014, chamaram-lhe eles. Eu chamo-lhe algo muito diferente: uma oportunidade. Única, sem dúvida, e possível devido à intervenção de uma professora que já me marcou no relativamente curto espaço de tempo desde que a conheço - a prof. Ana Ester Tavares, que lecionou a disciplina de Análise e Técnicas de Composição à minha turma do segundo ano. A ela volto a estender os meus agradecimentos por todos os seus ensinamentos ao longo do passado ano letivo, com desejos de que tal aprendizagem não se fique por aqui. Obrigada. :)