Uma, duas... três oportunidades?

15/07/2014 4 Maçãs

The Water Wheel, Alexandre Desplat, "The Painted Veil" [link]

Estou oficialmente de férias. Terminei o 11º ano há coisa de um mês, fiz dois exames, passei a ambos. E... é basicamente isto. Não há cá segundas fases, ou reapreciações de provas, ou seja lá o que for. Fiz o que tinha a fazer - talvez não da melhor maneira, ou de como eu teria desejado, mas fiz. Mantive as notas. Aguentei-me. Uma décima a menos e descia? Oh pá, paciência. Não tive uma décima a menos, pois não? Pronto. Fiz por merecer os valores que tinham aparecido originalmente na pauta assim que acabou este 3º Período. Cumpri o meu objetivo.

Toda a gente quer tirar a melhor nota possível. Mas mais do que esse secreto (ou não) desejo de se superar, de ser melhor, todos temos também um instinto de sobrevivência. Se a palavra "sobrevivência" vos está a fazer espécie, acompanhem o meu raciocínio: podemos gostar de tirar mais do que o valor x, mas orientamos sempre o nosso pensamento para "não posso tirar menos do que o valor y". Regemo-nos mais pelos mínimos do que pelos máximos, e se isso acontece, é porque temos noção do "perigo" iminente que tal situação constitui para nós. Para alguns alunos pode ser tirar um 8,5 para manter um 10 na pauta; para outros já pode ser tirar um 15,5 para manter um 17. Ou então não, e o nosso instinto de sobrevivência diz-nos que só não podemos ter negativa, sei lá. Tudo é relativo e tudo depende de cada qual.

Tal como já disse, atingi os meus mínimos. E se a minha vontade de ir à segunda fase já era quase inexistente, neste momento é mesmo nula. Para fazer alguma diferença, precisava de ter uma nota, hum, digamos, algo elevada, que não me parece que consiga atingir. Daí que vá cometer o "erro" de adiar as decisões difíceis para o próximo ano; em último caso, ainda tenho mais duas fases de exames para corrigir aquilo que poderia ter feito melhor este ano.