Um Bom Natal!

24/12/2014 0 Maçãs
...para todos, é o que eu vos desejo! Aproveitem (aqueles que podem) para festejar com os vossos entes queridos. Já agora, espero que ninguém fique com excesso de peso devido a tanta doçaria! Vá, fiquem bem que eu também vou aproveitando o calorzinho do Algarve enquanto posso, ehehehe!

Mistério resolvido!

14/12/2014 0 Maçãs

















Bob Bergen Mimics Mel Blanc's Porky Pig


E se isto não é de génio, não sei o que será!
- And nobody can do that and that's why I have job security!

Haja um milagre!

08/12/2014 0 Maçãs

Há quem acredite em milagres. Há que não acredite em milagres. Seja como for, existe vida. Agora se a existência da vida é um milagre ou não... já é algo que me ultrapassa.

...

Confesso que a matéria que estou a estudar em Biologia - reprodução e manipulação da fertilidade - me está a interessar bastante, talvez mais do que estava à espera. Em primeiro lugar, porque não é todos os dias que se tem o prazer de ver partos (naturais ou de cesariana) a partir de vídeos do Youtube, e, em segundo lugar, porque tivemos a oportunidade de debater e refletir sobre questões de natureza ética e de perceber até que ponto é que podemos todos ter pontos de vista tão diferentes, tendo em conta que vivemos todos na mesma sociedade e que, supostamente, estamos expostos às mesmas influências culturais, sociais e, regra geral, religiosas.

E aqui estou eu, a debruçar-me sobre as diversas técnicas de reprodução medicamente assistida, sobre a contraceção, sobre o aleitamento, sobre o desenvolvimento embrionário, etc, etc e tal.

Assim sendo, alguém me explica porque é que os meus vizinhos se lembraram de ir cortar lenha, hoje, com uma motosserra, mesmo aqui ao lado? Irra, uma pessoa nem pode estudar em paz, é só vrrrrruuuuuummm, vrrrrrruuuuummmmm, vrrruuuuuuummm!

...

Milagre, milagre, era parar esta barulheira! Será que é desta? :)

E plágio de cereais, não?

30/11/2014 0 Maçãs

Sendo estudante, ouço falar em plágio todos os dias. Ou alguém foi copiar uma apreciação crítica de um livro à internet para usar numa apresentação oral, ou alguém transcreveu tintim por tintim (ou ipsis verbis, como diz a minha professora de Português) o resumo de um livro.

(já para não falar no plágio na música, uma vez que essa questão dava matéria para escrever um livro!)

Assim sendo, alguém me pode explicar como é que é possível que tantas marcas, brancas/escuras/prateadas/de todas as cores e feitios, possam ter produtos iguaizinhos?

Falemos dos cereais. Não me digam que a composição é diferente, porque mais grama de açúcar, menos grama de açúcar, há pelo menos uma cópia nítida da apresentação...

E esta, hã? Trata-se de uma questão comercial/económica/financeira sobre a qual eu não sei absolutamente nada... ou há, efetivamente, plágio de cereais? 

Jogos de água, como diria o Ravel!

16/11/2014 0 Maçãs

Estou aqui, estou aqui! E ainda não parei, de tal forma que entre livros, estudos, composições, e photoshopadas (para a escola, claro!), só tenho tido tempo para me dedicar a um dos meus hobbies: ouuuuuuuvir música!

O que me vale é que, de vez em quando, lá vão caindo umas pinguitas de água, para me ajudarem no meu estudo... sabe tão bem ouvir a chuva lá fora!

Jeux d'eau, Maurice Ravel [link]

E agora deixem-me só continuar a escrever o meu plano para a apresentação oral de Português... (sim, ainda nem esse terminei e é já esta semana!)

Carro novo ;)

25/10/2014 0 Maçãs

Parecia um sonho. Ainda hoje estive a contar esta história, e juro que à medida que ia relatando mais e mais pormenores, mais me parecia que tudo tinha, efetivamente, sido um sonho. Mas não foi.

Ontem, tal como faço todas as quintas-feiras, saí a correr da minha aula de Formação Musical para conseguir chegar a tempo à paragem - a tempo de apanhar o autocarro, entenda-se.

Pois sim. Meia hora depois, e eu ali continuava, crente na minha fé de que tinha, sim, chegado a tempo e de que o autocarro estava apenas muito, muito atrasado. (já agora, explico: tratava-se do último autocarro do dia, logo, ou esperava ou... vinha a pé para casa, o que não é muito agradável independentemente da hora do dia ou da cor do céu)

Ali continuei, pois então, levantando-me sempre que vislumbrava o tejadilho de um veículo a passar na rua acima que se parecesse remotamente com o autocarro que eu há tanto tempo esperava que me fosse resgatar à paragem. Passou o autocarro do colégio-não-sei-quantos, o autocarro do colégio-não-sei-quantos-2, o autocarro do colégio-não-sei-quantos-3 (não sei se sabem, mas em Leiria e nas redondezas o que não faltam são colégios), o autocarro expresso com destino a Lisboa, o autocarro expresso com destino a Peniche, enfim. Todos, menos o meu.

Ora então, 45 minutos depois da hora suposta, avisto um autocarro diferente. Branco (foi o que consegui perceber na escuridão duma noite antecipada pelos dias pequenos desta estação) e grande. Com muitas janelas. Grandes. E, em letras garrafais cor-de-laranja, o destino por que eu tanto ansiava.

A minha cara de espanto deve ter sido tal que, não fosse o sr. motorista a fazer-me sinal para eu me aproximar e entrar, muito provavelmente ali teria continuado, estática, imóvel, sem saber o que pensar. Entrei, ouvi o "então, não me diga que cheguei adiantado!", e reparei como o tópico de conversa entre as duas únicas pessoas que, além do sr. motorista, no veículo se encontravam era, efetivamente, o carro novo. Porque este carro veio para ficar.

Nova paragem mais à frente, o espanto e a admiração nos clientes frequentes deste serviço. "Ó chofer, uaaaauuuu, carro novo!", ouço eu, enquanto esboço um sorriso de orelha a orelha com a chegada dos restantes comentários à medida que as pessoas iam entrando.

A conversa dos passageiros, que habitualmente consiste em relatos de telenovelas ou em cusquices tremendas que me recordam constantemente de que vivo numa pequena terriola onde toda a gente se conhece, teve um tema diferente, desta vez. "Ai que as janelas não abrem, vamos sufocar aqui dentro!" - "Não se preocupe que no inverno estamos quentinhos!".

Dizia eu que parecia um sonho. E parecia mesmo. Um autocarro grande, com "campainhas" (não sei o que lhes hei de chamar - aqueles botõezinhos onde carregamos para avisar o condutor de que queremos sair na próxima paragem) à distância de um braço de qualquer lugar sentado. Nada de trambolhões quando nos levantamos para ir tocar numa das míseras três campainhas que o outro carro tinha - reza a lenda que, depois de ter avariado tanta vez, a rodoviária lá se convenceu a arranjar um carro diferente.

A meio do caminho, olho pela janela: um gato branco, ao lado de um... gato preto. Tirem daí as vossas conclusões. Eu, por mim, digo que há dias diferentes, e que há noites que parecem sonhos.

...

Adoro andar de autocarro. Já vos disse que adoro andar de autocarro?

A corrida colorida veio a Leiria no passado fim de semana

0 Maçãs
esta foto tirei-a eu, algumas horas antes do evento começar :)
 e eu estive lá, como voluntária!

Quem me conhece sabe que não sou muito dada a este tipo de atividades, em que as pessoas ficam todas pintadas, e sujas, e sei-lá-mais-o-quê. Mas resolvi experimentar, e tive a sorte de conseguir um lugarzinho no voluntariado, o que muito agradeço à organização.

A minha tarefa foi, muito simplesmente, andar a atirar com pó colorido às pessoas na partida. Pronto, só isto, nada de muito complicado, mas que me deu muito prazer fazer. Foi uma tarde bem passada, e fico contente por ter aproveitado esta oportunidade. Depois ainda deu para fazer o percurso todo com a minha equipa do voluntariado (Partida/Chegada for the win!), para nos pintarmos todos também, e foi uma festa.

A minha equipa! © Marginal Voluntariado
Só foi chato ter de lavar a casa de banho toda depois do banho, e de ter de lavar a roupa, e de ter descoberto que faço alergia ao dito cujo pó (desta parte não estava à espera, só me apercebi no dia seguinte quando olhei para as minhas mãos).

Tirando isso... :)

E, há precisamente 8 anos atrás,

17/10/2014 1 Maçã

surgia este pequeno espaço de desabafos, de poemas, de pequenas e não-tão-pequenas histórias (algumas chegaram a ocupar mais do que um post!), de relatos de factos mundanos que se atravessaram no meu caminho, de anedotas, de patetices e palermices típicas da idade, de coisas mais sérias, de coisas mais descontraídas.

Obrigada por seres o meu diário, obrigada por me dares a oportunidade de acompanhar o meu crescimento e a evolução da minha maturidade através dos escritos que aqui fui deixando ao longo dos anos. Obrigada por me teres permitido conhecer pessoas novas, pessoas cultas que me marcaram, de alguma forma, e me ajudaram a moldar a mentalidade da cabecinha que este pescoço sustenta.

Parabéns, Pomarão.

tu para te lembrares. ;)

Uhhhuuuu, as Ninfas vão a Setúbal!

04/10/2014 0 Maçãs
Mais informações aqui e aqui!

Se estiverem por Setúbal ou pelas redondezas, apareçam! Vale mesmo a pena!

(um encontro que conta com a participação do Coral Luísa Todi, o anfitrião, e os convidados Orfeão de Portalegre e... as Ninfas do Lis!)

Não é preciso ter televisão para saber o que acontece nas telenovelas portuguesas

03/10/2014 2 Maçãs
Aqui vos deixo um gato de língua de fora para apreciarem devidamente a conversa que se segue.

basta ser utilizador assíduo dos autocarros públicos aqui da cidade!
- E quando a outra matou o Romão?
- Ai, eu já sabia! Estava-se mesmo a ver!
(...)
- E aquela vaca fugiu da prisão!
- Pois, também, só podia!
E... mais não decorei. Sorry.

A propósito de poemas...

28/09/2014 1 Maçã
o que eu me tenho rido com os meus próprios "poemas" (se é que tal designação merecem) de há uns quantos anitos atrás! Ai, a sério, as coisas que eu escrevia... se não estivessem aqui publicadas, eu diria que nunca haviam sido escritas por mim!

Confesso que, se por um lado ler alguns posts me traz um grande sorriso ao rosto, por outro lado... escrevia cada coisa mais tétrica, por vezes! Ora reparem:
A vida está cara
Ninguém a quer parar
Estamos no frio
Não me venhas chatear
Eu estou triste
Um sentimento
Eu sinto
Neste dia diferente
Não consigo adivinhar
A felicidade
Que deve estar a chegar
Tristeza
Vai-te embora
Eu não gosto de ti
Fazes-me ir lá para fora
Não gosto de ti
Vai-te embora
Quero a felicidade
Não quero a crueldade
Não fiques aí
Vai-te divertir
Não fiques como eu
Triste, neste lugar
A felicidade
Demora a chegar
Poema "Tristeza e Felicidade", escrito a 31/10/2006.

O mundo morreu.
Foi num repente
e sem avisar ninguém
que tal aconteceu. 
E foi também
de repente
que eu me fiz gente
e o enfrentei. 
De que vale ter o mundo,
quando é o mundo que manda
e a natureza que enforca? 
De que vale ser forte,
e endireitar o norte,
quando há vida e há morte?
Poema "O Mundo", escrito uns dias antes de 03/09/2011.

Ahahaha, uma mente muito perturbada, portanto... Todavia, a minha parte preferida é mesmo a "nota" (ou o post-scriptum, como lhe preferirem chamar) que coloquei, originalmente, abaixo do primeiro poema...
Nota: Eu não estou triste! É só a minha imaginação a trabalhar…
Acho que vou cair da cadeira de tanto rir!

Poema meu (ahahaha, após tantos anos!)

1 Maçã
Porque não

Tenho andado inspirada;
para tudo, e para nada.

Aquela triste e leda madrugada,
que sempre às escondidas joga
e sempre é apanhada,
guarda consigo
a esperança,
e a saudade,
e a mágoa do futuro
que nunca virá.

Talvez, quiçá,
porque não.

E se de poesias sabia Camões,
de escritos já não sei mais eu.

Por aqui me fico,
e aguardo
a esperança,
e a saudade,
e a mágoa do passado
que nunca passará.

Talvez, quiçá,
porque não.

Vassouras que andam de autocarro

24/09/2014 1 Maçã

Acho um piadão ver alguém a carregar com uma vassoura num autocarro.

Desculpem, mas acho. E isto é vindo de alguém que já teve de passar figurinhas tristes atafulhada com uma mochila com n quilos atrás das costas, com um malote de desporto suportado pelo braço esquerdo, com um violino seguro pela mão direita e com uma guitarra apoiada no ombro em que doesse menos.

É habitual ver as pessoas transportarem sacos das compras (e acho muito bem que andem com aqueles fortes reutilizáveis em vez de gastarem dinheiro naqueles saquitos que não duram nada - e, já que vos escrevo diretamente de Leiria, convém referir que há uma particular papelaria/livraria/temtudoemaisalgumacoisa por estas bandas que costuma "oferecer", na compra de uns produtos da dita cuja papelaria/livraria/temtudoemaisalgumacoisa no início de cada ano letivo, os primeiros sacos que referi).

É habitual ver as pessoas transportarem mochilas e outros carregos que tais (afinal, 75% da população que habita os autocarros matinais tem como destino uma das escolas básicas ou secundárias aqui da "terrinha" ).

E, ainda assim, acho um piadão ver alguém a carregar com uma vassoura num autocarro. Uma pessoa tem de se divertir com alguma coisa, não é?

Lus...í...a...das

0 Maçãs

digo eu, em resposta em pergunta "O que é que andas a dar em Português?". Ok, eu confesso, ninguém me faz essa pergunta. Ainda assim, seria o que eu responderia caso, efetivamente, me fizessem essa pergunta. Que não fazem.

Adiante. O 12º ano está a ser... estranho, para não dizer outra coisa, uma vez que me vejo com muito mais tempo livre do que habitualmente tinha (ainda que esse tempo livre esteja concentrado nas "primeiras" horas da manhã) e que a minha agenda esteja mais recheada de concertos do que de testes (ainda bem!).

Já agora, se estiverem interessados, probabilidades, sexualidade e como criar blogues têm sido as restantes matérias abordadas nas minhas aulas. 

Ping, ping

19/09/2014 0 Maçãs

Song On The Beach, Arcade Fire, "Her" [link]

A chuva inspira-me.

Nas cidades, as pessoas falam da chuva como se de uma calamidade se tratasse. Aquele monstro que nos obriga a andar sempre de guarda-chuva em punho enquanto esperamos pelo próximo ataque súbito pelas costas ou pela frente que, aliado à sempre simpática ação do vento, nos molha da cabeça aos pés e nos faz ganhar uma certa indignação pelo desprezo dos condutores de veículos fechados de quatro rodas que por nós passam chafurdando os passeios e quem lá se encontrar com aquela água negra que circula pelas estradas.

E assim é, na verdade. Todavia, não há outra sensação como a da água a bater com força por cima das nossas cabeças, sem nos tocar, mas libertando-se à nossa volta num jorro contínuo ou em subtis gotinhas de água, tão pequenas e tão poderosas ao mesmo tempo. Estar em casa, ou na escola, olhar pela janela e ver as gotas nos vidros, ouvir a trovoada ainda ao longe e pressentir o vento que se faz sentir lá fora. E nós cá dentro, protegidos, abrigados, como se nada nem ninguém nos pudesse atingir. Mas pode, e basta abrirmos a janela para sentirmos toda a fragilidade do mundo exterior, sem nunca nos esquecermos, no entanto, de que basta voltarmos a fechar a janela para que a paz se reestabeleça e possamos regressar à nossa rotina do quotidiano.

A chuva é mais forte do que qualquer um de nós, mas munidos do guarda-chuva certo e de um bom impermeável, até o mais fraco de nós se consegue-se sentir forte. É ou não é um sentimento mágico?

Calendário Escolar 2014-2015

14/09/2014 1 Maçã
Manhãs livres, tardes ocupadas, manhãs ocupadas, tardes livres. Bons horários, maus horários, horários medíocres, horários satisfatórios. É oficial, estamos a iniciar um novo ano letivo e nem esta chuvinha (hummm, inha?) afasta esta realidade. Há aqueles que começam um novo percurso académico numa nova escola, ou numa nova cidade e... há aqueles, como eu, que seguem em frente para mais um ano como todos os outros. Ou, pelo menos, assim o espero. 

Regresso às aulas. Já é tradição deixar-vos aqui um calendário escolar para que possam utilizar da forma que mais vos convenha. Aproveitem! 

ATENÇÃO: No que toca às datas de início e de final de ano e aos feriados, cada um deve verificar por si próprio se a informação se encontra correta. Este calendário foi criado para uso pessoal (relembro que foi adaptado por mim a partir de versões dos anos anteriores), logo, algumas das informações lá contidas podem não estar de acordo com a vossa escola ou com o vosso ano de escolaridade. Já agora, disponibilizo também a versão que eu própria irei utilizar, já em formato .pdf.

De todas as manhãs livres,

2 Maçãs

a da segunda-feira deve ser, muito provavelmente, a pior. Amanhã tenho o meu primeiro "teste" deste ano letivo: conseguirei levantar-me cedo quando só começo as aulas à tarde? 

(especialmente quando ainda não tenho nada para fazer, embora devesse começar a pensar seriamente em rever a matéria de 10º e 11º, nem que seja a de Matemática!)

Call for Scores do OL|CA 2014, chamaram-lhe eles...

13/09/2014 0 Maçãs
Quarta-feira, dia 4 de junho de 2014. Tarde livre na escola, aula de violino à hora de almoço e, tal como em todas as quartas-feiras do passado ano letivo, aguardo ansiosamente pelas 17h30 para ter a minha próxima aula. Ou... não.

Este foi um dia muito especial para mim e para mais uns quantos alunos sortudos do Orfeão de Leiria, cujas peças originais foram estreadas nessa mesma noite, no concerto do Call for Scores. Assim sendo, as 17h30 desse dia marcaram não apenas o início de mais uma aula, mas também a contagem decrescente para o concerto. E o que é que isto quer dizer? Bom, resumidamente, ensaios gerais à última da hora, detalhes finais acerca da organização do concerto (colocamos x estantes nesta peça, tiramos y estantes quando acabar aquela peça, etc), pintura de t-shirts a dizer "staff", últimos retoques nos vestidos e laços e gravatas e sei-lá-mais-o-quê, decoranço dos discursos de cada compositor... pronto, já deu para terem uma ideia.

Informada poucas semanas antes de que o concerto se ia, efetivamente, realizar, o mais difícil foi conseguir reunir os instrumentistas necessários para ensaiar a minha peça. Isto, claro, depois de ter conseguido convencer os ditos cujos instrumentistas a participar, uma vez que, infelizmente, alguns dos músicos que contactei inicialmente não estavam disponíveis na data do concerto. Assim sendo, a coisa acabou por correr assim:


Trompete - Leonardo Pereira
Vibrafone - prof. António Casal
Piano - prof. Rafael Araújo

Nada mau, hem? A interpretação, quero eu dizer, claro... se quiserem ter uma ideia de como soava na sua versão computorizada, aqui ficam dois vídeos (com o mesmo áudio e com diferente "visual"):


Já agora, posso contar-vos, muito sucintamente, a história por detrás desta peça. Aqui há uns meses atrás, uma amiga minha falou-me acerca dos seus planos de fazer um interrail pela Europa fora, o que, mesmo sem eu me aperceber disso, acabou por me inspirar a compor uma peça que retratasse uma viagem de comboio. Este parte de uma estação, passa por diferentes cidades e locais, atravessa paisagens únicas e distintas umas das outras, para, recebe novos passageiros de diferentes culturas e nacionalidades, volta a partir e lá vai ele pelo mundo fora.

(caso tenham interesse em ouvir mais algumas das peças apresentadas neste mesmo concerto, criadas pelos meus excelentíssimos e talentosos colegas, deixo-vos aqui alguns dos vídeos que foram partilhados pela internet fora):


Call for Scores do OL|CA 2014, chamaram-lhe eles. Eu chamo-lhe algo muito diferente: uma oportunidade. Única, sem dúvida, e possível devido à intervenção de uma professora que já me marcou no relativamente curto espaço de tempo desde que a conheço - a prof. Ana Ester Tavares, que lecionou a disciplina de Análise e Técnicas de Composição à minha turma do segundo ano. A ela volto a estender os meus agradecimentos por todos os seus ensinamentos ao longo do passado ano letivo, com desejos de que tal aprendizagem não se fique por aqui. Obrigada. :)

E foi assim o 11º Estágio Internacional de Orquestra

28/08/2014 0 Maçãs
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Última quinzena de julho. O pessoal dispersa pelos não-sei-quantos festivais de música organizados um pouco por todo o país. O Algarve enche-se de turistas ansiosos por torrarem ao sol e apanharem escaldões que, muito provavelmente, lhes irão provocar uns quantos problemas de pele no futuro. E eu, aqui por Leiria, lá me resolvo a participar, pelo terceiro ano consecutivo, no Estágio Internacional de Orquestra da Região de Leiria/Fátima, desta vez na sua 11ª edição.
 
Para quem não tem acompanhado os meus relatos dos anos anteriores, aqui deixo os links para se poderem informar melhor:
 
Ora então, este ano tivemos direito a um reportório de classe. E quando digo "de classe", digo... "de classe"! A verdade é que não é todos os dias que temos a oportunidade de tocar peças de Mendelssohn, Mozart e Beethoven. Muito menos com uma orquestra composta por músicos e estudantes de todo o país (e mais além), dirigidos por maestros com diversos estilos e, no fundo, todos reunidos com o propósito de aprender com um verdadeiro mestre na arte do ensino e da direção da orquestra. Refiro-me, obviamente, ao Maestro Jean-Sébastien Béreau, um nome reconhecido internacionalmente e que nem nós sabemos a sorte que temos em podermos aprender com ele.
 
Ah, sim!, o reportório:
  1. Ouverture "Der Schönen Melusine", Op. 32 (1833) - Felix Mendelssohn (1809-1847)
  2. Sinfonia Concertante para Violino e Viola, K364 (1779) - Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
  3. Sinfonia N.º 4, Op. 60 (1806) - Ludwig van Beethoven (1770-1827)
(sim, aqui somos nós a tocar Mendelssohn! - vejam os segundos violinos no... segundo vídeo, ehehehe)
 
Pessoalmente, as dificuldades que tive inicialmente foram tantas (para não dizer outra coisa!) que logo nos primeiros dias só me apetecia cair para o lado e permanecer nessa posição. Tudo isto porque, embora tenha ficado novamente nos segundos violinos, digamos que me foi atribuída uma posição pouco confortável e de grande responsabilidade dentro do grupo. Até acabou por ser uma boa experiência, uma vez que fui obrigada a seguir tudo com muita atenção... sim, que isto de contar cada tempinho e dar entradas dá uma trabalheira de todo o tamanho - mais um bocadinho e tinha um esgotamento... :)
 
Pois bem, já estão a ver a desgraça que foi nos coitadinhos dos segundos violinos (vá, vá, pelo menos nos primeiros dias). Para mim, o mais difícil deste reportório estava na velocidade (ouçam o 4º andamento da sinfonia nº4 de Beethoven e perceberão) e nas entradas (pum pum Mendelssohn), uma vez que é necessário perceber o que está a acontecer à nossa volta e, ao mesmo tempo, ter noção do nosso papel na orquestra. Aí está, para mim, a magia de uma orquestra - todos temos uma função, todos somos fundamentais para que o som conjunto soe bem. Podemos ser primeiros violinos e ter o tema, ou podemos ser segundos violinos e suportar o tema com a nossa replicação deste ou com as nossas harmonias. Não é por termos "primeiros" ou "segundos" no nome que somos mais ou menos importantes, somos todos iguais enquanto naipes de um muito maior agrupamento - uma orquestra.
 
(dei o exemplo dos violinos porque a) é o instrumento que eu toco e b) é, portanto, o exemplo com que mais me identifico, uma vez que não tenho qualquer problema em tocar uma ou outra voz)
 
Assim sendo, até aquelas míseras quatro páginas do Mendelssohn se mostraram um maior desafio do que aquilo que qualquer um de nós estava à espera, uma vez que reuniam dificuldades de técnica, de leitura e de som conjunto. Beethoven e Mozart, por outro lado, foram exatamente aquilo que eu esperava que fossem. Cada um com as suas partes mais difíceis, mas, no geral, até se mostraram mais, digamos... acessíveis (pronto, pronto!, o 4º andamento de Beethoven não conta, já disse!).
 
Resta-me referir que os concertos foram na Escola de Formação Social Rural de Leiria (onde montaram um lindo cenário, digno de um casamento!), no Salão Paroquial da Maceira e, como já é habitual, nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha. E não, não foi desta que voaram partituras (bom, pelo menos as da minha estante... ehehehe) nem que me caiu cocó de pombo em cima.

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Este ano os ensaios não foram bem como costumam ser. Após as provas de admissão (buá, leitura à primeira vista da parte de primeiros violinos da 1º Sinfonia de Beethoven...), começámos logo com ensaios de cordas e de orquestra, enquanto que só na segunda semana, numa ou noutra horinha, é que fizemos um ou outro ensaio de naipe. Tirando isso, o espírito de camaradagem e de aprendizagem, o convívio, tudo isso esteve presente em mais uma edição deste estágio. Gostei particularmente do meu naipe, que se conseguiu aguentar minimamente bem e mostrou como, afinal, a própria amizade se consegue fazer sentir na música que tocamos e que partilhamos uns com os outros. Foi um prazer conhecer mais alguns músicos extraordinários e que têm imenso potencial (não é, Miguel?) e tocar, mais uma vez, com estes meus companheiros de "luta" no Orfeão de Leiria, até com aqueles que fizeram as suas despedidas e que partem este ano para a universidade. Foi bom rever caras conhecidas, conhecer ainda mais franceses (acho que este ano ainda apareceram mais maestros desta nacionalidade do que nos anos anteriores!) e fazer aquilo que todos nós tanto gostamos de fazer: boa música e boas amizades.
 
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(já agora, aqui fica um tesourinho do ano passado; posso não aparecer, mas se ouvirem um violino desafinado posso muito bem ser eu)
 

(Berlioz, alguém?)

Um guia sobre como passar de "menino" a "senhora" :)

11/08/2014 4 Maçãs

Há coisa de dois meses, na véspera do meu aniversário, fui à bilheteira de um dos teatros daqui da cidade buscar uns bilhetes que tinha reservado. Como já sei que antes dos concertos está sempre uma grande confusão, gosto de passar pela bilheteira algum tempo antes para levantar o(s) bilhete(s), não perdendo tempo, desta forma, naquela confusão que são as filas portuguesas (sim, porque se há coisa que o povo portuguesinho não sabe fazer, é uma fila indiana! - nunca me esqueci de quando fui ultrapassada duas vezes seguidas numa padaria...).

A parte mais interessante foi, sem dúvida, quando a senhora que se encontrava por trás do balcão se dirigiu à minha pessoa (eu, je, aqui o emplastro - como preferirem) como "menino". Ó menino isto, ó menino aquilo, atão e o quê que o menino deseja, etc, etc e tal. Eu, já habituada a confusões do género (ou será... "de" género? ehehehehe), não liguei muito à situação. Claro que quando a senhora me perguntou em que nome é que estava feita a reserva, lá se apercebeu do erro e se emendou muito, pedindo desculpa e afirmando, como se eu já não estivesse fartinha de saber, que "hoje em dia os rapazes usam todos cabelo comprido" e que "é da idade".

Vá, riam-se. Riam-se que tem piada. Relembro que isto sucedeu... na véspera do meu aniversário. Sim, pronto, não sou menina de saias. Sim, pronto, de costas, ao longe... sim, é provável que me confundam. Agora... de cara? Eh pá, doeu!

Enfim. Acontece. E eu já me teria esquecido do assunto se não fosse o que me aconteceu numa loja de tecnologia, em pleno centro comercial, há umas duas semaninhas. Sucede que recebi recentemente umas prendinhas muito especiais, daquelas que só se recebem em época de saldos e que ajudam a dar um "boost" à autoestima. Ora então, nesse mesmo dia, resolvi-me a estrear logo duas de uma só vez: um vestido e umas sandálias de cunha. Não mudei mais nada, que eu não sou corajosa o suficiente para me atrever a domar o meu cabelo, e ainda não me meti em aventuras com maquilhagens.

E... assim fui, para a dita cuja loja de tecnologia. Encontrava-me eu à procura de uns cabos midi e mais-não-sei-quê (aqueles que têm umas siglas mais manhosas, como hdmi's e afins), quando ouvi um sonoro "precisa de ajuda, senhora?" mesmo atrás de mim. Confesso que me virei a medo, à espera de encontrar outra "senhora" nas redondezas que explicasse o dito tratamento formal vindo de um funcionário da loja.

Não encontrei. E é assim, meus amigos (compinchas, leitores, vocês chegaram lá), que a nossa sociedade nos trata. Há quem nos chame jovens, adolescentes, raparigas, rapazes, "já estás quase uma mulherzinha"... e há quem não nos chame nada disso. Eu cá gosto do meu nome. E vocês, não?

Pois!

08/08/2014 4 Maçãs
Agosto tem sido, nos últimos anos, o meu mês oficial de férias. Julho, por outro lado, tem sido dos meus meses mais atarefados. Este ano, por exemplo, optei por ir passar uma semana à Universidade de Aveiro, no âmbito da Academia de Verão, e, na última quinzena, por frequentar, pelo terceiro ano consecutivo, o Estágio de Orquestra no Orfeão de Leiria, com o maestro Béreau.

Assim sendo, se em julho me faltou o tempo para escrever, em agosto, a vontade não é lá muita.

Férias são férias. Por aqui vou aproveitando os filmes, a praia e a companhia. Depois logo conto tudo!

Uma, duas... três oportunidades?

15/07/2014 4 Maçãs

The Water Wheel, Alexandre Desplat, "The Painted Veil" [link]

Estou oficialmente de férias. Terminei o 11º ano há coisa de um mês, fiz dois exames, passei a ambos. E... é basicamente isto. Não há cá segundas fases, ou reapreciações de provas, ou seja lá o que for. Fiz o que tinha a fazer - talvez não da melhor maneira, ou de como eu teria desejado, mas fiz. Mantive as notas. Aguentei-me. Uma décima a menos e descia? Oh pá, paciência. Não tive uma décima a menos, pois não? Pronto. Fiz por merecer os valores que tinham aparecido originalmente na pauta assim que acabou este 3º Período. Cumpri o meu objetivo.

Toda a gente quer tirar a melhor nota possível. Mas mais do que esse secreto (ou não) desejo de se superar, de ser melhor, todos temos também um instinto de sobrevivência. Se a palavra "sobrevivência" vos está a fazer espécie, acompanhem o meu raciocínio: podemos gostar de tirar mais do que o valor x, mas orientamos sempre o nosso pensamento para "não posso tirar menos do que o valor y". Regemo-nos mais pelos mínimos do que pelos máximos, e se isso acontece, é porque temos noção do "perigo" iminente que tal situação constitui para nós. Para alguns alunos pode ser tirar um 8,5 para manter um 10 na pauta; para outros já pode ser tirar um 15,5 para manter um 17. Ou então não, e o nosso instinto de sobrevivência diz-nos que só não podemos ter negativa, sei lá. Tudo é relativo e tudo depende de cada qual.

Tal como já disse, atingi os meus mínimos. E se a minha vontade de ir à segunda fase já era quase inexistente, neste momento é mesmo nula. Para fazer alguma diferença, precisava de ter uma nota, hum, digamos, algo elevada, que não me parece que consiga atingir. Daí que vá cometer o "erro" de adiar as decisões difíceis para o próximo ano; em último caso, ainda tenho mais duas fases de exames para corrigir aquilo que poderia ter feito melhor este ano.

Rumo ao Castelo!

27/06/2014 0 Maçãs

Vou só tocar umas musiquinhas com a Orquestra Luís de Freitas Branco ali ao Castelo de Leiria e já volto, ok? ;)

Ufaaaa, que alívio!

14/06/2014 0 Maçãs
Algures nos Critérios de Correção do Exame Nacional de Física e Química A...


Ao menos isso! :)

P.S. Aparentemente, os algarismos significativos só "contam" quando se trata de uma atividade laboratorial ou quando é pedido, efetivamente, o resultado com um determinado número de algarismos significativos. Atenção, portanto, aos enunciados!

O exame-cujo-nome-não-deve-ser-pronunciado

10/06/2014 0 Maçãs
Ai, que vontade que eu tenho de estudar para os exames... Só de pensar que já falta pouco, tão pouco para acabar este 11 ano de uma vez por todas! Sim, que isto de as aulas acabarem uma semana antes não convence ninguém; quanto muito dá-nos uma falsa sensação de férias, já que podemos estar em casa e gerirmos o nosso tempo como quisermos que ninguém nos está a controlar (ahaha, boa piada!). Lá está, falsa sensação.

Agora aqui entre nós, isto de férias nada tem. Ou, a bem dizer, até tem, que uma pessoa não tem pachorra para se levantar às 7h da matina se não for por obrigação. Refiro-me, claro, a esta pessoa que vos escreve, sem desconsiderar todas aquelas pessoas que, efetivamente, têm força interior suficiente para cumprirem tal rotina. Volto a dizer, eu não tenho. Não prometo que daqui a uns dias não a venha a ganhar, dependendo dos nervos que forem surgindo, mas... não. Pelo menos, não agora.

Seja como for, com nervos ou sem nervos, comecei, ontem (uma vez que o meu fim de semana foi ocupado quase na sua totalidade por ensaios e pelo efetivo concerto inserido no Festival Música em Leiria, sobre o qual falarei daqui a uns tempos quando já tiver passado a época de maior stress), o meu estudo para o Exame Nacional de Física e Química A. Acredito que, para quem tem jeito para a coisa, o nome ou o próprio conteúdo não assustem muito. No entanto, para certas pessoas que não nasceram com uma inclinação para estas áreas do conhecimento, vulgo Física e Química, a própria menção da sigla FQA pode provocar uns quantos calafrios pela espinha acima. Ok, atualização: até mesmo escrever a sigla ou o nome-que-não-deve-ser-pronunciado provoca esta mesma reação. Fica a dica.

Tudo isto só para dizer que tenho, definitivamente, muito trabalho pela frente se pretendo ter uma boa nota nesta exame. E por boa nota entenda-se uma nota que me permita manter (ao menos isso!) a nota final da disciplina (que só escapou de maior desgraça porque fez média com a nota do ano passado) e que, se não for pedir muito, me ajude enquanto possível prova de acesso para a universidade. Sim, eu sei que posso sempre repetir o exame, mas quem é que não gostava de conseguir fazer logo à primeira?

Ahhh, sim, porque depois ainda vou ter de me preocupar com o Exame Nacional de Biologia e Geologia. Este é outro daqueles que mete medo ao susto - vamos mas'é rezar para que tal não aconteça, até porque eu não sou nenhum susto e gostava de conseguir cumprir os meus objetivos.

Bom, deixemo-nos de paleio e passemos ao estudo propriamente dito. Ai, falar é tão fácil...

Não percam!

03/06/2014 1 Maçã



A minha estreia como compositora, percussionista e... maquinista, ehehehe! Não percam! Às 21h, no Auditório José Neto do Orfeão de Leiria.

Boa noite, que amanhã é um novo dia :)

25/05/2014 0 Maçãs
A vista maravilhosa que se tem da janela do meu quarto...

E porque não é todos os dias que se aparece na televisão... :)

24/05/2014 1 Maçã

















Fase Distrital do CNL* 2014 - Caldas da Rainha

*Concurso Nacional de Leitura

E, na antepenúltima semana, isto:

22/05/2014 0 Maçãs

Esta semana, como já se esperava, está a ser dos diabos, infernal, (ou o adjetivo que preferirem). Verdade seja dita, por várias razões, todas elas bastante previsíveis. A primeira, muito sucintamente, trata-se da quantidade de testes e de avaliações que já tive e que ainda vou ter. A segunda, pelo contrário, relaciona-se com este mau tempo. Para mim, no entanto, este mau trata-se mesmo de um adjetivo com valor subjetivo, uma vez que eu até estou a adorar esta aguinha que para aqui anda a cair, bem como estas luzes que, de vez em quando, se atrevem a enervar os deuses e cruzam os céus, logo seguidas do tantan a rebentar com os nossos ouvidos. Mas, como eu estava a dizer, sinto-me como se estivesse a levar com uma lufada de ar fresco que, devo confessar, me está a saber mesmo bem.


Também já recebi uma boa notícia esta semana, mas vou fazer suspense e depois conto-vos quando já tiver mais detalhes. E... é isso! Agora vou regressar ao meu estudo de BGL, se não se importam. ;)

Adeus, (testes de) amor à sabedoria!

19/05/2014 0 Maçãs
Hoje fiz o meu último teste de Filosofia.

Ou, pelo menos, esta é a conclusão que tiro do facto de já não ter mais nenhum teste de Filosofia marcado para este período e de não estar a pensar chumbar ou repetir a disciplina, logo... A bem dizer, acho que ainda vamos ter de escrever uma dissertação, todavia, não existindo a palavrinha "teste" ou "avaliação" antes de "dissertação", a coisa ganha outro contorno, certo? Afinal, o teste deste período  vale 90% da nossa avaliação - ehehehe, o que vale é que faz média!

Aqui entre nós, gostei muito de ter esta disciplina durante estes últimos dois anos. Ganhou em vários concursos com as outras disciplinas - fazer mais esforço para não adormecer, esbugalhar os olhos mais vezes, dar mil e um bocejos, dormitar... - vá, agora a sério, é, realmente, uma disciplina muito interessante. Não vou negar que houve matérias tão, mas tão chatas que me apeteceu atirar os meus apontamentos pela janela fora - ainda bem que não o fiz, porque ainda me podia ter dado uma maluqueira e ter-me inscrito no exame nacional de 11º ano. No entanto, mesmo nesses momentos mais chatos, havia sempre qualquer coisa que fazia sentido e que me obrigava a acordar para a realidade. Olha, é mesmo! Uau, mas quem é que se lembrou disto? O mais chato, sem dúvida, é o estudar para os testes. Compreender a matéria, pensar bem nos tópicos, etc, não custa nada, chega mesmo a ser um prazer. Agora o estudo propriamente dito, é que dá cabo de mim. Ainda ontem estive debruçada sobre o conhecimento científico e o conhecimento xpto e as perspetivas disto e daquilo, e não deixa de ser curiosa a forma como, tal como a ciência, a própria filosofia foi evoluindo ao longo dos tempos. Acho que a maioria dos estudantes não tem muita noção disto (eu incluída), até porque tudo nos é dado de mão beijada. Ah, o Newton descobriu isto e aquilo? Ah, o Kant elaborou esta e esta teoria? Que interessante, vou-só-ali-atirar-me-da-janela-abaixo-e-já-volto-tal-é-a-grandessíssima-seca-que-isto-é.

Pronto, acho que me fiz entender. Não foi, em muitos aspetos, a disciplina que estava à espera que fosse, mas surpreendeu-me em muitos aspetos positivos, nomeadamente no que toca aos conhecimentos adquiridos. Acho que também tive sorte com o professor, que sempre se prestou a todo o tipo de esclarecimentos e acabou por, à sua maneira, me cativar para a disciplina. Afinal, sempre compensa fazer um esforço para permanecer atenta nas aulas. (p.s. para aqueles que estão no 10º ano e estão a achar uma seca, esperem até darem os silogismos no 11º ano - a coisa vai ficar mais engraçada!)

- Todas as raparigas partilham conhecimentos.
A PD não partilha conhecimentos.
A PD não é rapariga.
Um tesourinho que o NN escreveu numa ficha de trabalho aqui há uns mesitos atrás. Ficou giro, não ficou?

Sim, hoje fiz o meu último teste de Filosofia, e foi a melhor coisa que me aconteceu durante o dia de hoje. Só de pensar no quão nervosa estava de manhã, a começar logo o dia com aquela má disposição (que, independentemente do número de testes, testes intermédios, exames, provas, audições que eu possa já ter feito ou que ainda venha a fazer, nunca há de deixar de aparecer em momentos como este), a antecipar o desespero durante o teste para não confundir o Popper com o Kuhn e o Bachelard com o Comte e o conhecimento científico com o conhecimento do senso comum e a perspetiva continuísta com a perspetiva descontinuísta e o método verificacionista com o método falsificacionista e... vocês perceberam.

Que alívio, digo para mim própria. Não subiste a nota? Paciência, não se pode ter tudo. Há que olhar em frente e pensar em, pelo menos, manter as outras todas - embora fizesse falta um valorzito acima no que toca a FQA, mas enfim. Lá está, não se pode ter tudo.

Também era para escrever sobre o Zoo, mas fiquei-me pelo Museu da Eletricidade

30/04/2014 1 Maçã

*este post começou a ser escrito no dia 24 de março*

O dia começou da melhor maneira para mim: acordei às 6 da manhã, tomei um duche para conseguir abrir os olhos decentemente, comi o habitual pequeno-almoço, apanhei o autocarro lá para as 7h10 e às 7h15 já estava no ponto de encontro para a visita de estudo. Claro que a maioria das pessoas só começou a aparecer às 7h35, por isso ainda estive algum tempo à espera (o que vale é que não estava muito frio).

Finalmente, lá partimos às 7h58, no autocarro número 2, juntamente com outra turma, o 11ºF. Nós aproveitámo-nos de termos sido os primeiros a entrar e ocupámos logo os lugares do fundo. Eu, como já tem sido habitual, fiquei no lugar do meio (daqueles 5 lugares que há no fundo dos autocarros - da esquerda para a direita de quem entra no autocarro, PF, PD, eu!, MG e NN). Ahhhhh, sim, voltámos às iniciais dos nomes; dá sempre confusão, mas tem o dobro da piada.

Chegámos a Lisboa às 9h47, mesmo a tempo para iniciarmos a nossa visita guiada pelo Museu da Eletricidade às 10h. Eu já lá tinha ido, também numa visita de estudo, talvez quando andava no 9º ano, mas não deixou de ser uma boa experiência, até porque a companhia muda muito a noção que temos de algumas experiências.

AVISO: spoilers para quem nunca fez esta visita-guiada. ;)

Sendo assim, o nosso guia começou por referir que este museu se trata de uma antiga central termoelétrica, que utilizava carvão da Inglaterra como fonte de energia. Isto tudo porque o carvão da Inglaterra e o nosso carvão têm diferentes valores caloríficos, ou seja, o carvão da Inglaterra rendia mais e, por isso, esta central recebia este carvão pela via marítima (daí a localização estratégica da central junto ao rio) e organizava os diferentes carvões em montes naquela que ficou conhecida como a Praça do Carvão, para que não existissem misturas. Assim, ainda hoje, mesmo de fora da central, é possível observar-se o triturador, a nora elevatória, o crivo, o tapete de distribuição, os tubos de queda e o castelo de água.

Ora bem, a central, quando surgiu durante a 1ª Guerra Mundial, era constituída por um edifício, que ficou conhecido como o Edifício da Baixa Pressão, e que tinha 11 caldeiras e que hoje em dia é utilizado para exposições. Mais tarde, durante a 2ª Guerra Mundial, a central sentiu a necessidade de se expandir, pelo que surgiu o Edifício da Alta Pressão, com 4 caldeiras.

Outra razão para a localização da central vem da necessidade da utilização de água. A água do rio era, então, encaminhada para a Sala das Águas para ser purificada (continuem a ler que já vão perceber melhor).

Se bem se recordam, já aqui referi o tapete de distribuição e os tubos de queda; pois é, o que sucedia é que o carvão era colocado no tapete de distribuição, passava nos tubos de queda e ia dar ao tapete de grelhas, este já dentro da caldeira (onde hoje em dia é possível passar), onde vários cinzeiros iam recolhendo o carvão meio queimado. No último cinzeiro era recolhida a cinza, que era posteriormente vendida.

Passando pela Sala do Gerador, podemos encontrar a turbina e o alternador, a primeira com uma frequência de 3000 rpm ou 50 Hz e movida pela força do vapor sobreaquecido, e o segundo sendo constituído por fio de cobre enrolado, formando uma bobina, com um íman no centro. Tudo isto só é possível devido ao movimento rotacional muito lento do tapete, bem como a rotação dos tubos de queda na horizontal para melhor espalharem o carvão.

A cada caldeira correspondia uma mesa de comando, onde se encontrava um cabo de fogueiro que tinha de saber ler e escrever e que comunicava com o vice-cabo de fogueiro lá em cima através de símbolos e gestos, uma vez que o ambiente na central era extremamente barulhento e que se encontravam mais de 100 pessoas só no Edifício da Alta Pressão.

Voltando, então, à questão da água do rio; esta fonte fria servia para calcular o rendimento da central, pois arrefecia o vapor de água e ocorria a condensação da água já pura. Os tubos onde circulava a água eram inclinados para facilitar essa mesma ascensão do vapor, na diagonal. Estes tubos também se encontravam alternados para que todos recebessem o mesmo calor.

Como estava então a dizer, o fogueiro aumentava a eficiência da fábrica, pois garantia que não havia carvão não totalmente aproveitado. Tendo em conta que a caldeira se encontrava a cerca de 1200ºC (mais quente do que um vulcão), o fogueiro usava roupas de sarapilheira (aquele pano dos sacos de batatas) que, quando molhado em água, continuava molhado durante muito tempo e o deixava mais fresquinho no meio daquele calor todo. Como o chão era de metal (que é um bom condutor térmico), também os sapatos estavam cobertos com sarapilheira, além de que, provavelmente, usavam panos molhados com água nas mãos para se protegerem. Com o aparecimento dos calos nas mãos, a utilização destes panos passava a ser desnecessária. Utilizavam também um instrumento comprido para se poderem proteger dos fumos e dos vapores.

As máquinas vinham da Alemanha (marca AEG) e de Inglaterra, logo, era necessário que existissem pessoas com formação para saberem consertar as máquinas caso houvesse algum problema. Desta forma, na central existiam oficinas de carpintaria, relojoeiros e outros funcionários treinados para lidar com determinadas situações.

Convém lembrar que o carvão aqui utilizado era o carvão mineral, e não o carvão vegetal, pois o primeiro era "duro que nem uma pedra", tornava-se num material viscoso (tipo lava) quando saía do último cinzeiro e, misturado com água fria, levava à sua solidificação e ainda dava para aproveitar no triturador. Já agora, a direção do tapete de queda era a mesma da evolução do carvão semiqueimado para o carvão completamente queimado.

Infelizmente, dá para perceber que os trabalhadores desta central tinham terríveis condições de trabalho, de tal forma que apanhavam grandes choques térmicos e só trabalhavam 3 dias seguidos até se demitirem devido a doenças; voltavam, mais tarde, para continuar com o dito cujo ciclo dos 3 dias de trabalho. Eram pessoas sem muitos estudos, cuja esperança média de vida rondava, apenas, os 40 anos de idade, enquanto que nessa altura, para o resto da população portuguesa, esta já chegava aos 60 anos de idade. Só para terem uma ideia, a esta sala chamavam Sala dos Infernos - dá para perceber porquê...

Em contraste com esta parte da fábrica, a Sala das Águas (uma zona muito mais limpa e fresca), que até se encontrava separada da outra sala por uma barreira física, tinha pessoas qualificadas que vestiam batas brancas lá a trabalhar. Existiam tubos de várias cores diferentes onde circulavam as águas, que, desta forma, se conseguiam distinguir melhor (ex. o tubo de cor "x" já se sabia que continha a "água pura").

Terminava aqui a primeira parte da nossa visita ao Museu da Eletricidade...

- ... as meninas primeiro! - a simpática AR a deixar o NN subir primeiro as escadas. :)

... sendo que, logo de seguida e após passarmos pelo gerador, nos dirigimos para um pequeno Laboratório onde pudemos assistir a uma série de demonstrações acerca da existência e da propagação da eletricidade, ou, melhor dizendo, a uma série de recriações de famosas experiências de cientistas como Galvani, Volta, Ørsted, Faraday, entre outros. Saindo do Laboratório, tivemos também a oportunidade de explorar algum material interativo que se encontrava disponível para uma aprendizagem mais... autodidata, por assim dizer, sem o acompanhamento do nosso guia.*

*e... pronto, após um mês de volta dos meus apontamentos, a preguiça é tãoooo grande que não me apetece estar a passar isto tudo a limpo. Ficam a saber que passámos a tarde no Jardim Zoológico, que nos divertimos imenso (até porque a nossa guia era, vejam só, de Leiria!) e que foi um dia muito bem passado. De qualquer forma, tenho aqui as minhas folhinhas para o comprovar. ;)

Zoonday (monday+zoo)

03/03/2014 0 Maçãs
Na segunda-feira fui ao Jardim Zoológico de Lisboa (e ao Museu da Eletricidade, mas é claro que o destaque vai todo para o Zoo - podemos andar no décimo primeiro ano, todavia, nada como uns animaizinhos fofinhos e uma ida à Baía dos Golfinhos para se libertarem as crianças que existem dentro de nós). E sim, é verdade, também fomos ao espetáculo dos golfinhos (e dos leões-marinhos, mas desses nunca ninguém se lembra, snif, snif).

E pronto, por agora é mesmo só isto. Esperem um relatório completo brevemente!

Enfim - ou a antropologia vs o ambiente

23/02/2014 0 Maçãs

Têm sido tempos difíceis, estes. Muito trabalho, pouco em que pensar sem ser na escola... e, ainda assim, cada vez que abro um jornal ou ouço uma notícia no rádio sou relembrada das tragédias e das desgraças que para aí vão no resto do país e do mundo. E não, não me estou só a referir a guerras e a confrontos que tais.

Hoje, por exemplo, não foi preciso ir muito longe para me aperceber disso mesmo.

Na aula de Biologia e de Geologia estivemos a analisar algumas notícias relacionadas com a matéria que andamos a dar (ocupação antrópica e problemas de ordenamento). Basicamente, lemos uma notícia sobre uma casa que está a cair devido a um deslizamento de terras (ou, como nós dizemos, movimento em massa) ocorrido após chuvas intensas na região (ehehehe, Leiria no seu melhor). E tudo porquê? Porque aparentemente já se tratava de uma zona de risco quando a casa foi construída, devido tratar-se de um terreno inclinado.

Mas a história ainda melhora: aparentemente, segundo se conta lá pela terra, a mesma casa terá sido construída por cima de uma NASCENTE. Exatamente, parece que nessa mesma localização existia uma nascente que foi soterrada e que, supõe-se agora, terá rebentado com as tais chuvas fortes e "abananado" os solos ali da zona. Resta referir que a obra foi autorizada e licenciada pela... Câmara Municipal de Leiria.

...

Com isto tudo, lá se foi a minha ideia de segurança.

P.S. Deixo-vos com o artigo do "Jornal de Leiria" do dia 20 de fevereiro de 2014.


Links úteis:

Pensar positivo

09/02/2014 1 Maçã

Era uma vez um Teste Intermédio de Física e Química A.
(e era uma vez um Teste Intermédio de Inglês, se a minha escola não tivesse decidido não o realizar)
Era uma vez um Teste Intermédio de Matemática A.
Era uma vez um Teste Intermédio de Biologia e Geologia.

Era uma vez o 11º ano dos alunos do curso de Ciências e Tecnologias, que, carregadíssimos até mais não com relatórios de atividades laboratoriais, com mini-fichas e questões de aula de matemática, com apresentações orais de português e de inglês, com trabalhos de grupo, com trabalhos de casa, com os ouvidos fartos de estar sempre a ouvir "o estudo é contínuo!" e "não deixem tudo para a última da hora!", têm de estudar não só para dois exames nacionais no final do ano, como também para três ou quatro testes intermédios que, por COINCIDÊNCIA, têm de calhar TODOS no mesmo período.

Eu sei que é bom pedir exigência, e esforço, e estudo, e trabalho, mas não acham que estão a exagerar um bocadinho? A desculpa é de que os testes intermédios "só" contam como um teste - esquecem-se de que falar em "teste formativo" ou em "teste intermédio" engloba diferentes níveis de pressão e de stress. Falam de que são um bom exercício de preparação para os exames - não o nego, mas há que saber quando e em que situações é que constituem, verdadeiramente, uma AJUDA para os alunos, em vez de um abominável homem das neves (ou deverei antes dizer "das maçãs-que-resolveram-cair-na-cabeça-do-Newton-e-que-atormentam-todos-os-alunos-que-estudam-Física-e-que-têm-de-calcular-o-trabalho-disto-e-daquilo-relacionado-com-a-simples-queda-desses-frutos-deliciosos") que transtorna qualquer um.

Desculpem. O TI é na quarta-feira e estou a entrar na fase de "desespero total". Aaaaiiiii...

Os fins justificam os meios

19/01/2014 0 Maçãs

Era inevitável. Temos em comum o 21 de junho, nomes a começar pela mesma letra e agora isto. "Os fins justificam os meios" é considerada a expressão máxima do pensamento maquiavélico, palavra derivada do nome do seu criador, Nicolau Maquiavel. Por incrível que pareça, nunca achei que esta expressão tivesse qualquer relação com a minha pessoa. Agora, não tenho tanta certeza.

E tudo por causa do Teste Intermédio de Física e Química A que vou ter daqui a menos de um mês (12 de fevereiro). Sim, estou em pânico. Sim, ainda não estudei nada de jeito. E não, a continuar assim não vou tirar nem um 15, quanto mais uma nota mais elevada... Acontece que esta tem sido a minha disciplina mais problemática, por assim dizer. Não é que a matéria não me interesse, nem que eu não perceba os conteúdos e como fazer os exercícios, mas parece que sempre que me aparece um enunciado à frente para resolver - puff, esvaem-se as ideias da minha cabeça. Não é hereditário, já verifiquei. Acho que é mesmo um problema meu.

Ainda assim, a Química é a parte que menos me preocupa, até porque no TI só sai uma parte da matéria, correspondente à Atmosfera (incluindo as mols, a geometria das moléculas, a nomenclatura dos compostos inorgânicos, etc.). Agora a Física... isto de quedas livres, e planos inclinados, e lançamentos horizontais, e energias mecânicas, e conservações, e sei-lá-mais-o-quê, não é, definitivamente, para mim. Vendo pelo lado positivo, pelo menos já sei para que cursos é que não devo ir na universidade - seria morte certa.

Voltando ao meu amigo Maquiavel, a minha dificuldade em entender-me com a FQA levou-me a pensar na tal expressão associada à maquiavelice, segundo a qual os nossos objetivos compensam aquilo que fazemos para lá chegar. Tudo isto porque daqui a meio ano vou ter de decidir que disciplinas específicas quero estudar no 12º ano, e para o fazer gostava de ter uma pequena ideia do curso que vou escolher na universidade. Será que vale a pena estudar muito agora para obter a compensação mais tarde? Ou será melhor levar as coisas na desportiva e quando chegar a altura logo vejo em que curso consigo entrar?

Isto das médias dá cabo de mim. Eu tento estar atenta, tento descobrir de que é que gosto mesmo muito, tento perceber o que é que quero para mim própria... e continuo sem saber nada. Há aquelas pessoas que souberam logo que queriam ser médicas; outras que queriam ser juízas; outras que queriam viver a vida e viajar pelos quatro cantos do mundo; outras que queriam ser artistas; e por aí fora. E depois estou aqui eu. A lutar para ter uma boa média, para adquirir o máximo de conhecimentos, para interagir com pessoas novas e diferentes, para ter outras experiências. E, ao mesmo tempo, descobrir-me a mim mesma.

Desde pequena que já mudei de ideias muitas vezes. A maioria dessas ideias nunca contei a ninguém, guardei sempre para mim própria. E as ideias foram-se acumulando, acumulando. A certa altura inchei tanto que era impossível não dar conta. As pessoas diziam que eu me preocupava demasiado, que precisava de relaxar e viver a minha infância. Isto com oito anos.

Agora, com dezasseis, parece que nada mudou. Tenho mais independência, ando de autocarro sozinha, tenho mais experiência em concertos. Todavia, tirando isso, as ideias continuam cá dentro. Os testes psicotécnicos já não me dizem nada de novo, tal é a quantidade de futuros diferentes que já imaginei para mim própria. Ahahaha, o que uma pessoa não faz quando se sente perdida num mundo grande, novo e, principalmente, desconhecido.

O que me vai valendo é a música. Parece que esta se tornou, e cada vez mais nos últimos tempos, um escape dos meus próprios problemas. Ou, melhor dizendo, daquilo que imagino desses problemas, uma vez que a maioria deles se relaciona com coisas que ainda não aconteceram, ou não exista aquela expressão do "segredo dos deuses". Ah pois, é que é aí mesmo que se encontra o nosso futuro. No "segredo dos deuses".

Não há hipótese. Suponho que todos os adolescentes tenham de passar por uma fase assim, duvidosa, manhosa, em que se podem transformar em alguém diferente de um dia para o outro. Ou talvez não, já que existem imensos adultos por aí que sempre viveram na descontração de terem tudo sob controlo. Talvez nunca tenham sequer pensado nestas coisas, nesta imprevisibilidade da vida.

Estou decidida a fazer os exames à primeira, para não ter de me preocupar com segundas fases ou em fazer os exames de 11º após o 12º ano, o que deve dar uma trabalheira, digo eu. Também preferia entrar logo na primeira fase da universidade, mas, quem sabe, tudo pode acontecer. Os planos que faço hoje podem não dar em nada no futuro, e tudo começa com este maldito teste intermédio. Eu bem tento permanecer positiva, e pensar que vai correr tudo bem, mas começa a tornar-se preocupante quando nem nas aulas nem em casa a estudar me sinto confiante. Este ano já me desapontei algumas vezes com algumas disciplinas, e nem consegui aproveitar decentemente aquilo que correu bem. Português foi meio-que-uma-desgraça nos testes, embora eu tivesse estado sempre atenta às obras estudadas nas aulas ("Sermão de Santo António aos Peixes" e "Frei Luís de Sousa") - estou para ver agora com "Os Maias". Matemática até correu mais ou menos, embora pudesse ter sido melhor. O mesmo para Biologia e Geologia. Física e Química nem se fala - podia ter sido pior, mas o ideal era ter uma nota bastaaaante mais elevada. Ainda assim, Filosofia e Inglês surpreenderam-me muito pela positiva - ahahaha, melhor era (quase) impossível!

E, depois, a música. Mais uma vez, a luz no meio da escuridão. Se bem que a violino as coisas pudessem ter corrido bem melhor se eu tivesse aproveitado melhor o tempo para estudar, nas restantes disciplinas correu tudo bastante acima das minhas expetativas. Descobri um grande gosto por músicas diferentes do que eu estava habituada a ouvir, aprendi imenso no que toca a técnicas de composição e a entender melhor aquilo que ouço e leio numa partitura. Ainda tenho muito que evoluir, mas comparado com aquilo que sabia há um ano atrás, diria que evolui bastante num curto período de tempo.

E agora? Como se já não bastasse ter um gosto enorme pela ciência, pela tecnologia, pela escrita, pela leitura, pela informação, pela arte, pelo cinema e pelo simples quotidiano, agora tenho de lidar com sentimentos contraditórios no que toca à música. Por um lado, aquilo que eu mais gosto de fazer, aquilo que eu mais sonho em concretizar, e, ainda assim, aquilo sobre o qual não sei quase nada - quase como um fascínio que tenho pelo conhecido e pelo (vasto, enorme) desconhecido. Por outro lado, aquilo que há pouco mais de dois anos resolvi não seguir no que toca a uma profissão e a uma carreira. E, realmente, tomar uma decisão desse tamanho neste momento seria de uma incrível irresponsabilidade. Ainda para mais, logo eu, que sempre planeei tudo até ao último milímetro. Se bem que já no 9º ano alterei os meus planos futuros drasticamente quando resolvi seguir Ciências e Tecnologias em vez de Línguas e Humanidades, nunca me ocorreu que me fosse sentir tão perdida nesta altura do campeonato.

Não me entendam mal - eu adoro o curso em que estou. Biologia continua a fascinar-me tanto quanto sempre me fascinou, e nunca deixou de ter um certo encanto para mim, especialmente quando associada à tecnologia. Quanto à Física e à Química, acho que as minhas dificuldades nestas áreas as tornaram um pouco menos atrativas para mim, embora ainda não tenha excluído seguir algo que envolva Química e Biologia, por exemplo. Todos me dizem que me vêem como alguém interessado em trabalho laboratorial e em pesquisa, e, provavelmente, não estarão muito longe da realidade.

Boa. O meu lado criativo adora as artes. O meu lado curioso adora as ciências. O meu lado sonhador adora as tecnologias. Ahhh, e o meu cerébro vota "algo com boas perspetivas para o futuro". Guardo tanto dentro de mim que sabe bem escrever tudo isto, e, se bem que não em papel, pelo menos nalgum lado. Li até que escrever as preocupações num papel antes de fazer um teste ajudava à concentração - experimentei e não obtive a nota que queria. Ora bolas, adeus método de "escrever as preocupações num papel antes de fazer um teste". Olá testes intermédios, olá exames, olá apresentações orais, olá escola, adeus vida, adeus sofrimento por antecipação. Ou, pelo menos, assim eu o desejava.

"Os fins justificam os meios". Ai Maquiavel, Maquiavel, o que foste tu fazer... vale a pena "sofrer" agora para tomar a decisão correta? Vale a pena pensar tanto em algo tão imprevisível? Tudo depende do que eu fizer agora, do que eu decidir agora. E, neste momento, eu decido que não quero pensar mais no assunto. Vou só ali estudar Física e Química e depois falamos.