One-two, one-two!

30/06/2013 4 Maçãs

Imaginem-se a tocar em orquestra, dirigidos por um maestro que nunca viram antes na vida. Naquele período que têm para acertar com os movimentos do maestro, tentam compreender onde está o primeiro tempo, onde estão os crescendos, onde estão as entradas. Até que têm de começar a tocar, e descobrem que, afinal, ainda não conseguem perceber patavina dos tais movimentos. A batuta, GIGANTE!, bem que se mexe dum lado para o outro, sem receber qualquer tipo de feedback da parte dos músicos. Até que...
- One-two, one-two!
- Ai não perceberam? Eu digo em português... um-dois, um-dois!
Sim... isto aconteceu. Bom, passemos à frente. Para quem ainda não percebeu, estou-me a referir às gravações do programa "Música Maestro", conduzido pelo maestro Rui Massena, uma figura conhecida por esse Portugal fora e, agora pessoalmente, por nós que lá estávamos nas gravações, que decorreram (pelo menos para mim) no dia 2 de março, sábado.

Em primeiro lugar, deixem-me dizer-vos que gravar para a televisão é, como espero que consigam imaginar, uma seca. Não literalmente, porque podemos beber água enquanto lá estamos, mas é terrivelmente aborrecido tendo em conta que temos de gravar a mesma coisa, várias vezes, em vários espaços, faça chuva ou faça sol, ou, no nosso caso, caso seja dia de manifestação ou não.

As gravações começaram por decorrer no Auditório José Neto (o auditório do Orfeão de Leiria), que, basicamente, consistiram em gravações do solo dos violoncelos e dos solos dos sopros (da flauta e do clarinete, se a memória não me falha). Para o resto da orquestra, tratou-se de uma mera questão presencial - tivemos de lá estar desde as 8h30 até às 13h só para "parecer" que estava a orquestra toda presente no ensaio. E agora, já acreditam que foi uma seca?

Nós prestes a tocar o Concerto para Piano nº2 de Rachmaninoff
Almoçámos e regressámos ao trabalho à tarde, lá para as 14h30. Desta vez fomos para a Igreja da Pena, no Castelo de Leiria, e entretemo-nos a explorar o castelo todo enquanto os técnicos montavam o piano e traziam tudo o que era preciso para as gravações "a sério"... Lá se juntou o público (pais e professores, basicamente), lá o Vítor disse que estava tudo bem com o som, lá o Ricardo andava impaciente com a clacket atrás, lá o Hugo disse que tinha a outra câmara pronta, lá o Rui disse que estava pronto para dirigir, lá o Márcio gritou "AÇÃO" e lá começámos a tocar e a fazer cara bonitinha para aparecermos na televisão. Isto, claro, só das primeiras vezes, porque depois já estava toda a gente tão farta que, quando o frio começou a apertar, passámos a tocar de manta azul clarinha ou verde pelas nossas costas, porque isto de tocar ao ar livre em pleno Castelo de Leiria não é para todos.

Além do Vítor (técnico de som), do Ricardo (assistente de realizador), do Hugo (técnico de imagem) e do Márcio (realizador), também lá andavam a Teresa, a Vânia (uma violoncelista convidada) e muitas outras pessoas das quais nem consegui perceber o nome. Havia alguém, não me lembro quem, que andava com uma caixa de toalhetes na mão e que, sempre que as gravações paravam, colocava uns toalhetes no colarinho do maestro Rui Massena - têm de admitir que até tem piada! Ah, às vezes o pianista também tinha direito a uns casaquinhos, porque aquela ventania não fazia bem a ninguém.

Mas como o dia não podia terminar por aqui, a certa altura, estávamos nós a começar a tocar, quando...
- AMIGOS!...
... "o povo unido, jamais será vencido!", só que essa parte já não se ouviu. No entanto, o pianista escangalhou-se a rir, o maestro a rir se escangalhou, e a orquestra toda foi pelo mesmo caminho. Isso e o take de palmas connosco a bater palmas, o take de público com toda a gente alinhadinha para parecer bem (os mais altos atrás, uma senhora com um casaco que dava "muito" nas vistas também teve de tirar o casaco, enfim)...

Por outras palavras, a televisão é uma comédia. Por isso é que é gira. Mas... acho que não é para mim.

Links úteis:
"Música Maestro", Programa nº 3 - Parte 1
"Música Maestro", Programa nº 3 - Parte 2

15 anos (e 364 dias)

20/06/2013 2 Maçãs

Último dia. Para mim, o dia dos meus anos sempre significou o fim das aulas, o fim de mais um ano letivo e o início de umas muito esperadas férias de verão. Não quer dizer que tenha sempre tido esse significado literal - como no ano passado, em que tive exame de Matemática de 9º ano nesse mesmo dia (sim, ainda não me esqueci! ). Ainda assim, coincidência das coincidências, este ano tais acontecimentos verificam-se mesmo. Não tenho exames, não tenho provas de música, não tenho concertos... enfim, acho que as minhas férias já começaram no passado sábado, para ser sincera.

Último dia. A partir de amanhã já me poderei inscrever em programas de voluntariado, e já nem falo em arranjar um emprego porque estamos em crise e ninguém vai querer empregar uma adolescente problemática que nem eu , já poderei tirar uma carta de condução de motociclos da categoria XPTO e... estarei a caminho do 11º ano.

Último dia. Quem diria, hem? 

I'm... radioactive, radioactive! ♫

10/06/2013 0 Maçãs

É raro, poderei dizer mesmo raríssimo, gostar de uma banda da qual toda a gente goste. E por toda a gente entenda-se, como é óbvio, uma certa parte da população juvenil que gosta da dita cuja banda e que, devido a um mero fator psicológico, parece constituir uma ENORME parte da tal população.

Digamos, então, que toda a gente gosta dos Imagine Dragons, tal como já toda a gente gostou da Rihanna, da Lana del Rey, dos Mumford and Sons, dos Coldplay e de tantos outros. Basta ser lançada uma ou outra música de relativo sucesso, com a qual todas as rádios nacionais e os smartphones dos nossos amigos nos bombardeiam, e... BUM!, está encontrada a banda do momento. 

Ora bem, tal como eu estava a dizer, é raro que eu partilhe desta emoção geral em torno de uma banda. Pronto, está bem, eu até posso gostar desta ou daquela música, mas não é caso para eu ficar viciada, por exemplo. 

Até... aos Imagine Dragons. Tudo começou quando vi, pela primeira vez, o trailer de um filme com esta música como banda sonora de fundo:



















Imagine Dragons - Radioactive


E pronto, foi assim. Fiquei dias e dias com esta música na cabeça, a cantar durante os intervalos, a trautear enquanto andava a pé... coisas desse género. Mais tarde descobri o "It's Time", o "On Top Of The World" e, por fim, acabei por ficar mais-do-que-viciada nesta:



















Imagine Dragons - Demons


E vocês, também andaram com os Imagine Dragons na vossa cabeça durante não-sei-quanto-tempo?

Oui, oui, c'est fini!

2 Maçãs

Vá, vamos todos cantarolar: acabaaaaram, acabaaaaram, acabaram todos os teeeestes!

Ui, ainda não consigo acreditar que sobrevivi a este inferno disfarçado de "avaliação formativa"... A sério que umas feriazinhas já marchavam, nem que fosse para poder relaxar um bocadinho e aproveitar a companhia dos meus amigos enquanto não vai tudo para sabe-se lá onde. 

(a bem dizer, ainda me falta uma mini-ficha de MTA, umas questões pós-laboratoriais de FQA, uma apresentação oral de ING e as finais do concurso do Orfeão) 

Enfim, isso e o verão. Sim, que tu também bem que nos podias vir fazer companhia aqui para as terras de sua excelência, Luís de Camões, que faz hoje 433 anos que morreu, vítima de peste. Vá lá, pelo menos ainda temos um feriadito, não é? 

Agora a sério: nem que seja no próprio dia 21 de junho, solstício de verão, tem de vir o calor! Pode ser?

Está combinado!