So...

27/01/2013 0 Maçãs

E... uma semana depois, cá estou eu outra vez. E olhem que foi uma semana muito estranha, esta...

Tudo começou no fim de semana passado, quando, em vez de acordar com os passarinhos e toda a bicharada aqui da zona a dar um arzinho da sua graça, acordei a pensar que a casa vinha abaixo. E por casa entenda-se prédio, o que só tornou a coisa mais preocupante... A ventania era tal que eu já nem sabia se devia subir ou descer as persianas, e o facto de a chuva miudinha se ter tornado granizo também não facilitou as coisas.

Como ia ter aula de violino, lá comecei a treinar um poucochinho à espera que o tempo passasse (ahahaha, perceberam? Tempo [meterológico] = Tempo [horas] ). Quando dei por mim... ffffffffffiiiiiiiiuuuuuuusssssseeeeee! E pronto, lá fiquei eu sem eletricidade.

Como já disse, estava tão entretida com o violino que nem liguei a semelhante facto, daí que quando vi que nem sequer ia poder sair de casa tenha ficado muito aborrecida. Isso e a árvore que morreu ali mesmo no meio da estrada. Enfim. Árvores.

O dia prosseguiu normalmente, com direito a comida normal e estudo (cof, cof, cof) normal, tirando talvez a parte de ter de ir à casa de banho de lanterna na mão (não deixa de ser estranho, realmente). A preguiça era tal que até me pus a dormir a sesta, até acordar, lá para as 16h da tarde, com a felicidade das redondezas por ter regressado a eletricidade.

Yey, fez-se luz! O meu computador agradeceu, o Facebook aspas aspas, e eu também. Diga-se de passagem que foram só 5h sem eletricidade - para mim. Agora imaginem o meu espanto e assombração quando, ao chegar à escola na 2ª feira, descobri que muitos dos meus colegas andavam desesperados - digo mais, desesperadíssimos - por não terem nem eletricidade, nem água, nem sabe-se lá mais o quê.

Acho que não é preciso adiantar que toda a gente andou mal disposta nesse dia (e nos dias seguintes, enquanto a situação não regularizou aqui na zona, o que só ocorreu por volta de 4ª feira).

Enquanto tudo isto acontecia, as aulas prosseguiam. Os testes prosseguiam. As mini-fichas prosseguiam. Só os transportes é que não prosseguiam muito bem para nos levar até à escola, já que as estradas continuavam num estado paupérrimo. Isso e o sinal de STOP aqui da minha rua todo dobrado, coitadinho, sem ninguém lhe ligar nenhuma.

E... pronto, acho que foi isso. Pensando bem, a estranheza do resto da semana foi igual à estranheza das outras semanas todas (acho que é algo que a chamamos vida, não tenho bem a certeza - oh!, ou então são só mesmo as aulas com a minha turma, ehehehe).

De resto, a única coisa que mudou foi a sexta-feira - Fringe Friday - que, embora tenha continuado a ser 6ª feira, passou a não ter Fringe. Buááááááá!

Fringe - e não apenas uma série

18/01/2013 0 Maçãs

Hoje termina a minha série preferida de todos os tempos. E digo de todos os tempos porque, como é do conhecimento geral (e se não é, devia ser ), eu adoro séries. Desde comédia a ficção científica, passando por policiais, aqueles episódios de 45 minutos (na maioria dos casos) fazem com que os meus fins de semana sejam muito mais divertidos do que os dias da semana (uuuui, é claro que não tem nada a ver com o facto de não haver aulas ao fim de semana... onde é que foram buscar essa ideia?).

Pois é, Fringe chegou à sua última temporada, e, neste mesmo dia, aos seus dois últimos episódios. Sinceramente, custa-me muuuuuuito ver esta série acabar. Porque é uma série espetacular, porque inclui tudo aquilo de que eu gosto, porque me acompanhou durante estes últimos cinco anos, porque segui o desenvolvimento desta história incrível e de todas estas personagens... aaaaahhhh, não tenho palavras! 

...

Para quem nunca viu ou não acompanhou todas as temporadas, vou fazer um esforço para resumir o enredo e tentar (pois, só mesmo tentar!) fazer justiça a esta obra muito subestimada da televisão americana. 

Basicamente, a 1ª temporada começa como uma série policial normal com casos esquisitos. É-nos apresentada uma agente do FBI, Olivia Dunham, que foi designada para investigar esses mesmos fenómenos "paranormais". Peter Bishop, um "crânio" com um QI de 190, e o seu pai, o Dr. Walter Bishop, um cientista maluco com um QI de 196, são também recrutados pelo FBI para ajudar. A este rol juntam-se ainda o chefe da Divisão Fringe (como se passa a chamar este grupinho), Phillip Broyles, e uma agente júnior do FBI, Astrid Farnsworth. Temos ainda uma outra personagem meio misteriosa, chamada Nina Sharp, e que... vou deixar para vocês descobrirem quem é. 

Da esquerda para a direita: Astrid Farnsworth (Jasika Nicole), Dr. Walter Bishop (John Noble), Olivia Dunham (Anna Torv), Peter Bishop (Joshua Jackson), Phillip Broyles (Lance Reddick) e Nina Sharp (Blair Brown).

Estas são, basicamente, as personagens que nos acompanham durante as 5 temporadas. A 1ª temporada, como eu ia dizendo, é fabulástica, no verdadeiro sentido da palavra. Imagens espetaculares, capazes de fazer alguém vomitar, e que fazem lembrar uma outra série, The X-Files, que, se não me engano, foi um grande sucesso nos anos 90.

É na 2ª temporada que o enredo da história se começa a adensar... É como se tudo o que surgisse em Fringe fosse uma peça de um puzzle, e é ao longo desta temporada que se começa a perceber isso, embora seja impossível conseguir unir essas peças e criar o verdadeiro puzzle. Está a fazer sentido?

Pessoalmente, os últimos episódios da segunda temporada foram os que me fizeram perceber como realmente gostava desta série. Ahhhhhh, e preparem-se, porque todas temporadas acabam com um BANG!

Na 3ª temporada, é tudo mais pessoal. As relações entre as diferentes personagens, a trapalhada que para ali vai com os diferentes universos (spoiler!), mas, ainda assim, a base continua sempre a ser os casos do FBI que precisam de ser resolvidos.

E pronto, eu avisei, não foi? O fim da 3ª temporada foi, de longe, o mais chocante de todos. É daqueles que... pronto... ninguém esperava que acontecesse (aconselho-vos a não googlar este tópico e a ver os episódios seguidinhos, senão não vão perceber patavina).

A 4ª temporada foi... estranha, inicialmente (pronto, digamos que... falta uma personagem ao elenco que faz toda a diferença. Satisfeitos?). Pouco a pouco, foi retornando à normalidade, até que, e não se esqueçam de que é de Fringe que estamos a falar, as coisas voltam a ficar esquisitas.

E de tão esquisitas que ficam, que chegamos à 5ª temporada -  o cúmulo da esquisitice. A temporada que leva os americanos às lágrimas todos os episódios  (e digo americanos porque é lá que esta temporada está a ser transmitida em primeiro lugar) e que surpreende toda a gente, eu incluída. Por um lado, perguntas são respondidas, e por outro... não ficamos satisfeitos. Bom, vejamos como termina!

Certamente perceberam que me restringi de falar de aspetos particulares da série, já que isso iria arruinar a história para quem nunca viu... basicamente, não perdem nada em experimentar, pelo menos. 

...

Oh pá, já não consigo escrever mais. Talvez amanhã, depois de saber como é que termina a série, consiga focar alguns aspetos que mais me interessaram ao longo das 5 temporadas, mas... não hoje.

A sério... não hoje.

Adeus, FRINGE!

Links úteis:
Página oficial (em inglês)
Página oficial (em português)
Wikipédia - Fringe (série)
FringeWiki (em inglês)
Fringepedia (em inglês)

E... mais do mesmo

06/01/2013 0 Maçãs

Ainda não acredito que as aulas já começaram. A agitação do costume, o levantar cedo, os suspiros até tocar a campainha para sair, o divertimento dos intervalos. De certa forma, é como se nunca tivesse saído da escola, desta rotina. Como toda a gente diz nesta altura do ano: ano novo, vida antiga (ou qualquer coisa assim do género).

Os testes já estão marcados, as apresentações orais à espera que se definam os temas, toda a gente à espera de melhorar as médias do 1º Período. É incrível o que umas férias podem fazer e, ao mesmo tempo, não fazer. Dão-nos a confiança para continuar, mas não nos dão o descanso que merecíamos. Pensando bem, a própria palavra "férias" devia ser entendida como uma metáfora: pode significar muitas coisas, mas tenho cá para mim que não tem nada a ver com descansar e relaxar. Talvez seja por isso que agora se diz "interrupção letiva" e não "férias".

Enfim. Faz parte.

Bom 2013 para todos e desejos de muitas felicidades neste novo ano!