Mil Novecentos e Noventa e Sete

24/11/2012 2 Maçãs
- Não me toquem!
Olá!

Como ultimamente não tenho vindo ao computador e ainda costumo levar algum tempo a escrever os meus posts, estou a experimentar um novo método... ah pois, agora escrevo à mão! Ehehehe, sempre que arranjo um tempinho no intervalo e tenho alguma ideia nova, escrevo-a logo para não me esquecer, sistema este que já devia utilizar desde há muito tempo, mas enfim...

Seja como for, deixo-vos então com um pequenino textinho.

ATENÇÃO: Hummm, como é que eu hei de dizer isto... Eu estava um bocadinho (a favor...) irritada quando comecei a escrever, daí o tom azedo deste post. Espero que tal facto não constitua um problema para ninguém. 

...

Não tenho nada contra a evolução. Afinal, evoluir devia ser algo bom, ou não seja essa a razão pela qual passámos de australopitecos a homo sapiens sapiens. Pelo menos, é o que dizem - ninguém me garante que a linguagem gutural e os desenhos de animaizinhos a serem caçados não sejam algum tipo de comunicação telepática extremamente avançada com pouco recurso às atividades que realizamos goje (hum, neste caso, falar e desenhar).

Voltando ao tópico original, a verdade é que desde crianças que nos habituámos a ver a evolução como algo positivo. Falo por mim, pelo menos, que sempre pensei que assim fosse até começar a perceber alguma coisa de política (em poucas palavras: História e Geografia de Portugal  )

E então... o 7º ano aconteceu. O Articulado aconteceu, o Novo Programa de Matemática aconteceu, a crise aconteceu. Mas eu não suspeitei de nada, pensei - erroneamente, vejo agora - que tudo se tratava de mera coincidência... até hoje. Quem diz hoje, diz ontem, diz na semana passada, diz "algures por estes dias". Pronto, pronto! Passo a explicar... 

Primeiro, foram os Cursos de Música para o Secundário que não abriram (nem o Profissional nem o Articulado). Mas como não me afetavam diretamente, acabei por afastar certos menos amistosos para os confins da minha mente e deixei para lá.

Nem me passou pela cabeça que as ditas cujas "coincidências" continuassem, muito menos já em pleno período escolar. Quando dei por mim, em Português já não se falava em derivação imprópria, mas sim em conversão. Aliás, já não se diz justaposição nem aglutinação, que são nomes muuuuuuito difíceis de decorar - olhem, têm um exame nacional daqui a menos de três anos, aprendam a dizer composição morfossintática e composição morfológica, bem como todo o tipo de classificações esquisitas relativamente a nomes, advérbios e por aí fora! 

Como se isso não bastasse, nesse mesmo exame já somos obrigados a usar o Novo Acordo Ortográfico (sim, 2015 não está assim tão longe...), o que não deixa de ser animador, certo? (ahahahaha, momento extremamente sarcástico)

Oh, deixem para lá. Podia ser pior. 2015 podia ser também o primeiro ano em que os exames nacionais de 12º ano passariam a conter matéria dos três anos do Secundário. NÃO, esperem! 2015 É esse ano!

Olhem, a sério, estou a ficar um bocadinho farta de tanta mudança para os pobres coitados que tiveram o azar de nascer em 1997 (aposto que alguém no governo tem qualquer coisa contra nós!). É que todos os anos apanhamos com alguma mudança, que, tal como já referi, pode muito bem ser boa... ou pode ser muito má. Agora imaginem "apanhar" com imeeeeensas mudanças, todos... os... anos. 

AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!

2 Maçãs

  1. Olá Madalena.

    Também eu tenho andado assim um bocado cansada da situação atual, no ensino, na política, em tudo. Também eu acho que não é necessário complicar ainda mais a gramática, onde estão aqueles nomes simples que foram trocados por epiceno, sobrecomum, modificador, etc.?
    Há algum tempo dei comigo a pensar o quanto é mesmo necessário poupar. Daqui a pouco estamos nós na faculdade, depois os nossos irmãos e irmãs, as propinas e os livros não são baratos...
    Mas acho que também devemos ser capazes de ver as coisas pela positiva. Nós que nascemos em 1997 temos a vantagem de a nossa notas de EF não contar para a entrada no Superior (espero que não mudem isso). Isto acaba por ajudar muitos bons alunos que vêm a sua média descer com esta disciplina.
    Acho que nunca há só coisas boas ou só coisas más e que vais na mesma conseguir ter boa nota no exame.

    Ana

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    1. Olá Ana,
      Tens toda a razão, não podia concordar mais com o que referiste. Por acaso não me lembrei dessa história da Educação Física, acho que é um daqueles pontos positivos deste imbróglio todo! :D

      Obrigada pelo apoio e boa sorte para ti também,

      Madalena

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Olá! Obrigada pelo teu comentário no Pomarão. :)