A minha opinião sobre os exames de 9º ano

23/06/2012 1 Maçã

E pronto, estão feitos os exames de Língua Portuguesa e de Matemática do 9º ano. Agora já só faltam as provas de música, mas dessas falo depois. 

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Na minha opinião, os exames deste ano foram um pouco mais difíceis do que os do ano passado. Digo isto num bom sentido, já que há cerca de dois ou três anos os exames foram muito, mas mesmo muito fáceis. Claro que para nós, alunos, o facto de um exame ser mais fácil contribui para que tenhamos boas notas e  para que toda a gente fique feliz, embora na realidade só venha dizer que os senhores do GAVE têm tão pouca confiança nas nossas capacidades que precisam de diminuir o nível de exigência para mostrar aos outros países da União Europeia como afinal somos muito bons. 

Mas enfim, as coisas mudaram desde há três anos para cá, felizmente. Este ano, contrariamente ao que tem acontecido, saiu o "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente no exame de Língua Portuguesa, para nossa surpresa. Bom, para ser sincera saiu também o "Auto da Índia", mas esse para mim não interessava nada. De "Os Lusíadas" apareceu apenas uma pergunta relacionada com o Episódio das Despedidas em Belém, para surpresa de muitos de nós.

Algo que também me chamou a atenção foi o facto de não ter aparecido uma única questão sobre a evolução semântica, a evolução fonética ou até mesmo sobre a classificação de orações, tendo em conta que foram das matérias mais abordadas (vou mesmo salientar, MAIS abordadas) durante todo este ano, uma e outra vez, sempre a mesma coisa... É verdade, não é possível colocar tudo e mais alguma coisa num exame, todavia, um pouco de consideração pelos alunos seria bastante agradável, não? 

Para finalizar, queria só acrescentar que fiquei bastante feliz com a composição! Mas isso sou eu, que escolho sempre os textos de opinião em vez dos textos narrativos... ahahahaha! 

Devo referir ainda que o teste estava bastante bem estruturado em termos de tempo, já que consegui fazer tudo dentro do tempo regulamentar e ainda aproveitei os 30 minutos de tolerância para passar o meu rascunho para a folha de prova.

A nível geral, considerei o exame de nível médio (meh, mais coisa menos coisa), embora não esteja à espera de uma nota por aí além... 

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Passemos então ao exame de Matemática. FOI FACÍLIMO! 

Pronto, já disse. Correu-me mesmo super bem, daí o meu entusiasmo. Ganhei até coragem para dar uma espreitadela nos critérios e na correção, e acho que, quem sabe!, talvez possa ter a nota que ambicionava ter.

Agora a sério. Não achei que o teste fosse excessivamente fácil, até porque tive a oportunidade de observar algumas cabecinhas mais confusas com pontos de interrogação espelhados na cara enquanto esperava pelo fim do tempo regulamentar, embora essas mesmas cabecinhas dissessem no fim, tal como eu, que o exame era bastante fácil. Ai não, esperem, não disseram a mesma coisa nos outros testes todos do ano e depois as coisas não correram assim tão bem...?

Pois, é verdade. Eu apanhei um susto com este exame. Imaginem qual não foi o meu espanto (e eu que sou pessoa para conseguir acabar um teste precisamente no último segundo, ahahaha) quando fui a primeira pessoa na minha sala a terminar o exame às 10 horas. Não, não, não, não! Eu repito: às 10 HORAS! 

Devo admitir que virei o teste todo de pernas para o ar à procura das páginas que tinha passado à frente, e qual não foi o meu espanto (ok, afinal apanhei dois sustos) quando reparei que não, eu tinha REALMENTE terminado o exame.

E pronto, lá fiquei eu a rir-me para dentro, como quem pensa que só porque faz anos tem direito a que tudo lhe corra bem nesse dia... Revi e revi todas as perguntas, uma a uma, antes que tivesse feito um raciocínio mal ou que me tivesse distraído a responder. Como me pareceu que tinha tudo bem, pus-me a andar terminados os 90 minutos.

Vá, para ser sincera, o exame tinha uma ou duas questões mais complicadas. Aquela da aresta do cubo, por exemplo, embora a equação até fosse fácil, podia levar algum tempo até se chegar a esta, além de que normalmente o resultado aparece na forma de raiz quadrada e não na forma de raiz cúbica - foi uma surpresa para mim, embora fizesse sentido tratando-se de volumes.

Outra questão que gerou mais dúvidas foi aquela do ângulo inscrito. Se não sabem de que pergunta estou a falar, então provavelmente não acertaram esse exercício (digo eu!)... Havia um triângulo, e um dos seus ângulos era um ângulo inscrito numa circunferência, logo, para se saber a amplitude do seu arco, tínhamos de multiplicar por dois. Como o que se queria saber era o outro arco da circunferência, bastava subtrair os tais 106º (resultantes da multiplicação de 53º por 2) a 360º - ou seja, 360º-106º=254º. Era a questão 13.2, se quiserem saber a resposta mais vale verem a correção, do que estar eu aqui a baralhar as vossas cabecinhas, sim? 

Ok, ok, o exame era de nível médio. Tenho cá para mim que, embora os alunos andem para aí a dizer o contrário, as notas não vão ser assim tão boas, embora tenha esperança de conseguir mais do que um 4 neste exame... Afinal, a esperança é a última a morrer, certo?

Prova
Critérios
Correção da Associação de Professores de Matemática (APM)
Correção da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM)
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YAY! Já está, acho que disse tudo o que tinha dizer por hoje. Queria só agradecer os vossos comentários e também agradecer as mensagens de parabéns, obrigadaaaaaaa! 

E... até à próxima!

1 Maçã

Olá! Obrigada pelo teu comentário no Pomarão. :)