O Agora - e o que vai acontecer Depois

21/04/2012 0 Maçãs

E pronto, aqui vamos nós. Eu já devia ter percebido assim que começou o 9º ano, ou então quando tivemos de fazer o Teste Intermédio de Português, mas os meus neurónios deviam estar demasiado cansados para perceber. 

Perceber que é tudo ou nada, que ou nos esforçamos agora ou podemos passar os próximos três anos da nossa vida numa escola que não era a nossa primeira preferência (para não dizer outra coisa... ) ou num curso que não era o pretendido. Se calhar tudo isto é um exagero, se calhar não é assim tão difícil, mas será que queremos mesmo correr o risco?

Não me parece.  E é precisamente por isso que estou a escrever este post. Porque mesmo quando tenho a certeza daquilo que quero fazer, de até onde quero ir ou mesmo o que vou fazer para tal, ainda tenho dúvidas. E, ou muito me engano, ou não sou só eu.

Toda a gente me diz que eu não tenho motivos para me preocupar, que eles é que estão mal, e que eu só digo estas coisas porque sou uma pessimista. Pronto, está bem, posso (posso, atenção!) ser uma pessimista, mas gosto de pensar que tenho as minhas razões para tal.

Primeiro, porque nada me garante que mesmo com as minhas notas consiga entrar na escola da minha preferência, mesmo não sendo muito esquisita nesse aspeto. Acontece que já tenho tudo planeado: o transporte que vou usar, as companhias que lá vou ter, e até já sei a que horas de manhã me vou levantar!

Segundo, porque se quero mesmo entrar no Articulado de Violino, tenho de conseguir uma das poucas vagas disponíveis, que são tão poucas que nem o número sabemos, tal é a crise. E se quanto ao primeiro ponto estou bastante mais confiante (só para mostrar o quão pouco confiante estou neste ponto), neste estou mesmo desesperada muito pouco confiante. 

E se eu não consigo? Vou mesmo fazer os meus pais levarem-me todas as manhãs para a escola, ou terem de pagar cento e não-sei-quantos euros por mês para eu continuar a estudar música durante três anos? Vou ter mesmo a lata de fazer isso quando está nas minhas mãos zelar pelo meu futuro? 

Claro que tudo isto tem um grande remédio: estudar, estudar, estudar. E vontade? E apetite? Falar é fácil, planear ainda mais fácil é, mas mudar o presente é o que custa mais. Afinal, tudo isto é sobre o que fazemos AGORA. As decisões que tomamos, as atitudes que mostramos, tudo vai definir quem somos, o que vamos fazer e até onde estamos dispostos a ir.

Isto digo eu para mim própria todos os dias. E se à noite tenho a determinação e a confiança que nunca tenho durante o dia, de manhã é a preguiça que toma conta de mim. Aliás, basta ver pela quantidade de tempo que levei a escrever e a publicar este texto, que está aqui enfiado no meu cerebrozinho minúsculo há meses!

Mas sabem que mais? Eu hei de conseguir.  Nem que tenha de me matar partir toda a estudar para o Teste Intermédio de Ciências Naturais, ou para o de Matemática, ou para os Exames Nacionais, ou para seja o que for. Nem que tenha de tocar não-sei-quantas-horas de violino por dia, ou estudar todas as leituras rítmicas a duas vozes do manual de Formação Musical, ou treinar mais não-sei-quantas-vezes as peças da Orquestra.

Eu hei de conseguir. E quando isso acontecer, vai ser devido ao meu próprio trabalho e mérito. 

P.S. Eu sei que já é de noite, mas espero mesmo que esta determinação se mantenha durante todas as manhãs!

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