Fidalguices

20/12/2011 0 Maçãs

Boa noite a todos, mais uma vez!

Como sabem, todos os períodos temos de fazer não-sei-quantos testes de Português (Língua Portuguesa, para ser mais exata). E, como também certamente sabem, em todos esses testes temos de escrever uma composição.

Geralmente escrevo essas composições e não tiro grande prazer disso. Escrevo apenas por obrigação e tento ao máximo respeitar as regras do tipo de texto que estou a escrever. Mas, de vez em quando, surge um ou outro tema que até me parece divertido e que me permite escrever um texto como eu quiser.

E foi isso que aconteceu no meu último teste de Língua Portuguesa. O enunciado pedia-nos para escrevermos a página de um diário, como se fossemos a mulher ou a amante do Fidalgo D. Anrique do "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente, que é a peça que estamos a trabalhar na disciplina.

Eu escolhi ser a mulher do Fidalgo e escrevi o texto que se segue.

...

9 de dezembro de 1517
Querido Diário,

O meu marido morreu ontem à noite. Chegou a casa, sentou-se na sua cadeira de espaldas habitual, leu o seu bloco de registos financeiros para saber se ainda estava podre de rico, e morreu. Assim, sem mais nem menos, ou pelo menos é como conta a Almerinda da cozinha, que diz que o encontrou mais pálido do que o filho da São da casa ao lado quando teve hipotermia.

Bom, pessoalmente, eu não estava à espera que isto acontecesse. Primeiro, porque o diabo do homem teve varicela quando era pequeno e não morreu. Segundo, porque lá para a sua mocidade teve sarampo e também não morreu. E terceiro, porque quando eu quis que ele desaparecesse desta face do mundo, lá estava ele com o seu grande manto à minha espera no altar. Claro que depois o fiz pagar por isso, mas já era demasiado tarde para voltar atrás. Afinal, porque é que ele me tinha de escolher para casar com ele?

O casamento já foi há pelo menos seis anos, e acho que se ele não tivesse falecido por conta própria, eu mesma lhe teria dado cabo da saúde! E logo quando eu encontrei o Anastácio, que é o nobre ricaço solteirão da cidade e que parece ter uma queda por mim... Vá, Diário, não comeces a desconfiar porque eu não matei o homem, mas lá que ele merecia, merecia! E além disso, ele é que me começou a trair com aquela tonta da Flórida...

Enfim! Teve o que merecia!

Beijinhos de felicidade,

Antonieta

...

Então, o que acharam? Não ficou nada de especial, mas achei especialmente hilariante de escrever...

Espero que tenham gostado!

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