O paraíso

13/10/2011 0 Maçãs
Durante estes últimos dias, não sei já quantas vezes é que ouvi alguns colegas meus a queixarem-se do teste de História que vão ter amanhã, ou do teste de Ciências Naturais que fizeram hoje e que lhes correu muito mal. Sim, não haja dúvida, os testes estão mesmo aí à porta.

Felizmente para mim, o primeiro teste do ano para a minha turma é só (hum!) na próxima semana, ou seja, ainda temos mais um fim de semana até entrarmos em desespero. Bom, espero que não cheguemos a esse ponto até ao início dos Testes Intermédios, no mínimo! É nestas alturas, em que ando a consultar o calendário dos testes, que me lembro da chatice que é estar no 9º ano. À parte dos trabalhos de casa, das responsabilidades e das escolhas para o futuro, o 9º ano consegue ser a escadaria para o paraíso dos testes e exames do Ensino Secundário, ou pelo menos é isso que nos querem fazer crer.

Lembro-me bastante bem de, quando andava no 4º ano, a minha professora estar sempre a dizer que íamos  ter de abrir a lição e escrever o sumário todos os dias em todas as aulas, que os professores não iam escrever no quadro, mas sim ditar sem esperar pelos alunos... enfim, assim uma espécie de paraíso disfarçado.

E sabem que mais? Não correu nada como toda a gente dizia nessa altura. Os professores não eram propriamente os demónios que todos me queriam fazer ver, e os trabalhos e o estudo idem aspas.

Quando entrei para o 7º ano, estava preparada para subir mais um degrau até ao dito cujo paraíso (hum!), e, tal como tinha acontecido anteriormente, não foi assim. Claro que, e longe de mim afirmar isso, há diferenças. Há muitas diferenças, mas nós também mudamos e nos adaptamos à diferença. E assim, a diferença torna-se normalidade e tudo corre com naturalidade.

Então... a sério, o secundário é assim tão mau? Eh pá, eu sei que é exigente e isso tudo, mas há para aí cada interpretação dos professores e dos trabalhos, que são de meter medo ao susto!

Enfim, como eu estava a dizer, o 9º ano é, realmente, um ano importante, é o ano que temos para consolidar os nossos conhecimentos e descobrirmos aquilo que queremos ser. Afinal, dentro de cada um de nós há um advogado, um médico, um programador de jogos, um cozinheiro, mas nem sempre há um desses lugares para nós. E essa é apenas uma das decisões que temos de tomar neste 9º ano, pois, e pelo menos é assim que neste momento vejo as coisas, se não tivermos um objetivo bem definido daquilo que nos queremos tornar e daquilo que teremos de fazer para tal... o difícil pode tornar-se muito, muito difícil.

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