Poema meu

03/09/2011 0 Maçãs
Hem? Após meses sem escrever nada, escrevi um poema? Pois... parece que sim, não é?

Eu explico: aqui há uns dias não conseguia dormir. Virava-me para um lado, virava-me para o outro, endireitava e entortava a almofada não sei quantas vezes, e nada resultava. Até que resolvi acender a luz, pegar num papel e num lápis e escrever sobre aquilo que não me saía da cabeça. Pensei, escrevi e voltei a deitar-me, para só acordar na manhã seguinte.

Não ficou nada de jeito especial, mas para uma escritora sonâmbula à meia-noite e meia, acho que já não é nada mau.

O Mundo

O mundo morreu.
Foi num repente
e sem avisar ninguém
que tal aconteceu.

E foi também
de repente
que eu me fiz gente
e o enfrentei.

De que vale ter o mundo,
quando é o mundo que manda
e a natureza que enforca?

De que vale ser forte,
e endireitar o norte,
quando há vida e há morte?

Em honra dum certo espécime Betta Splendens e de uma pessoa especial, ambos falecidos neste Verão.

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