O Perna de Pau e a Grandupla

16/05/2010 1 Maçã

Olá! Após alguns tempitos sem publicar nada, aqui ficam as minhas aventuras...

Na sexta-feira dia 7 fui a uma visita de estudo à Grandupla. Sim, leram bem - à Grandupla, uma fábrica de plásticos situada na Marinha Grande.

Mas, como eu sou boazinha e não vos quero chatear muito, podem continuar a ler este post se estiverem curiosos, ou então podem parar por aqui - ou não seja esta uma aventura apenas para "Exploradores Intrépidos*"...!

Vamos começar?

*Nota: referência ao livro com este mesmo nome, da autoria de Anita Ganeri, e que acabei agora mesmo de ler (e posso dizer que gostei bastante!).


Visita de estudo à GRANDUPLA
por: Madalena 

Alguns detalhes iniciais: partimos às 9 horas e 21 minutos num autocarro de um andar, com direito à companhia dos nossos colegas do 7ºD e da nossa querida D.T. e de outras professoras; às 9 horas e 27 minutos passámos pela Feira de Maio e vimos o Castelo de Leiria; infelizmente para nós, às 9 horas e 31 minutos começou a chover; chegámos às 9 horas e 40 minutos à fábrica, sendo que saímos do autocarro 10 minutos depois; fomos separados em três grupos, em que cada um ficou com uma professora e uma engenheira.

Em primeiro lugar, é necessário ter alguns cuidados durante a utilização de máquinas na fábrica.
Perigo - Cargas Suspensas
Obrigatório usar protectores auditivos
Obrigatório usar bata de protecção
Mesmo assim, às vezes acontecem alguns acidentes; os mais frequentes continuam a ser os cortes e as queimaduras...

Mas, para que haja o produto, é necessária a matéria-prima, que neste caso é o plástico! Como este é um derivado do petróleo, quando o preço da gasolina sobe, por exemplo, também o seu preço aumenta! Então, de onde vem? Muito simples: do estrangeiro e da Repsol (eu disse que o plástico tinha a ver com o petróleo!).

Então agora que já temos a matéria-prima, vamos à parte mais interessante: as máquinas!

Para minha grande surpresa, descobri que são utilizadas duas técnicas no fabrico de embalagens: o sopro (utilizado para as embalagens de  detergentes e de sal) e a injecção (utilizada para os baldes de tintas... e permite a mistura de cores diferentes). Existe ainda uma máquina que reúne as duas técnicas; serve para criar, por exemplo, as embalagens de óleo.

Depois, as embalagens são pintadas com a técnica de serigrafia numa outra máquina, noutro local da fábrica, e há algumas que até têm de ser aquecidas primeiro, porque a tinta não "pega"...!

No final do processo, os produtos são pesados e comparados, para verificar se não possuem defeito. Até existe uma máquina no Laboratório que aperta as embalagens para ver se suportam a força que o cliente exigiu!

Às vezes fabricam moldes, embora seja mais frequente limarem-nos, já que os grandes clientes, tal como o Cilit Bang, geralmente já levam o molde feito. Por incrível que pareça, esta fábrica chega a vender embalagens a 5 cêntimos cada!, mesmo as mais caras, como é o caso das deste cliente.

Houve uma altura em que fabricavam biberões, o que dava uma tra-ba-lhei-ra! Cada peça de um biberão é feita numa máquina diferente, sendo que no final tinham de ser testados (além dos testes de que falei antes) no micro-ondas, na máquina de lavar loiça...

E o que acontece se o produto realmente tiver defeito? Bom, existe uma empresa que vem buscar o "lixo", para o transformar em, por exemplo, bancos de jardim! Baril, não?

Outra coisa: sabiam que geralmente as embalagens são encomendadas no Inverno para estarem prontas no Verão? E que até houve um cliente que pediu, especificamente, embalagens verdes para um produto de limpeza para prevenir a Gripe A?...

Logo ao lado da Grandupla está uma outra fábrica de nome Aquaplásticos, que é da mesma empresa, mas produz embalagens diferentes. Essa mesma fábrica existe também na Serra da Estrela, mas encontra-se "dentro" da própria fábrica do cliente, portanto, o produto é logo colocado dentro das embalagens!


Deixo aqui os meus agradecimentos às engenheiras que nos guiaram no meio de tanta máquina, e pelo seu tão agradável acolhimento!

Alguns detalhes finais: acabámos a visita às 11 horas e 30 minutos e recebemos uns copinhos do Perna de Pau; às 11 horas e 50 minutos houve uma tentativa de criar uma sessão de Karaoke no autocarro, mas ninguém aderiu; chegámos a um parque da Marinha Grande às 11 horas e 54 minutos, onde lanchámos; voltámos para o autocarro às 12 horas e 28 minutos; regressámos à escola às 12 horas e 52 minutos.

Até à próxima!

1 Maçã

  1. Olá!

    Andaste a anotar as horas todas, não foi? É incrível o preço a que vendem as esmbalagens.

    Beijinhos

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Olá! Obrigada pelo teu comentário no Pomarão. :)