Gatos - desde médicos a bibliotecários

30/04/2010 1 Maçã
"Para quem ama aquilo que faz, nos dias melhores, o local de trabalho pode parecer belo, independentemente do aspecto que tem aos olhos do resto do mundo."

É assim que começa o livro do Dr. David Dosa, geriatra do Centro de Assistência e Reabilitação Steere House, que conta a história de um gato perfeitamente normal, Óscar, que "prevê" a morte dos residentes do referido lar.

Em primeiro lugar, talvez deva contar como é que este livro me veio parar às mãos...

A verdade é que adoro gatos. Gatos, gatinhos, gatões, qualquer seja o tipo (excepção seja feita àqueles gatos que são pele e osso, tadinhos, devem passar muito frio).

De qualquer maneira, há algum tempo li um livro de nome "Dewey", que me foi emprestado por uma amiga minha, e que contava a história de um gato de biblioteca, de seu nome completo Dewey Readmore Books.

Desde logo fiquei bastante interessada neste "tipo" de livros, mas, dada a crise, nem procurei...

Pois calhou que, enquanto eu descobria que não havia "Os Miseráveis Romanos" na Feira do Livro lá da escola, estava o "Óscar", com aquela sua carinha a-do-rá-vel a sorrir para mim, em cima da mesa da menina da livraria. O que, diga-se de passagem, significa que o livro está reservado para alguém, alguém que tem um dia para o ir buscar.

Buá! Quando eu tinha descoberto um livro que queria, pimba!, já estava reservado. Olhem que é preciso ter azar!...

Bom, acho que já deu para perceber o que aconteceu. A dita pessoa não o foi buscar... e eu pude ficar com ele!

Acreditem, não fiquei nada arrependida de o ter comprado. Já acabei de o ler (claro, acham que eu ia aguentar até ao fim-de-semana?!) e é lindo, lindo, lindo. Comovente, claro, uma vez que a vida/morte se encontra evidenciada ao longo de todo o livro, mas também bastante cativante. O estilo de escrita é equivalente ao do "Dewey", mas enquanto o gatinho Dewey acaba por morrer (de velhice, fiquem descansados!) e sofrer algumas contrapartidas (isso é que só lendo o livro), o Óscar vive a sua vidinha descansado e, se por acaso passarem por lá, pode ser que o possam visitar.

Uma coisa é certa: está provado que os gatos são animais muito especiais. Não acham?

1 Maçã

  1. Acho sim, Madalena, tanto que tenho duas lindas gatinhas, a Ísis e a Ângela, muito, muito espertas e muito meigas. Também sabem usar as garras, mas é sempre na brincadeira (apesar de deixarem vestígios).

    :)

    Sabes, a minha experiência com gatos, e tenho-os desde miúda, diz-me que são animais muito inteligentes, que aprendem depressa o que quer que lhes ensines, até palavras. De facto, eles depressa aprendem a associar uma palavra ao seu significado. E podem aprender mais de 5 mil, sabias?

    beijinhos

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