Baile de Máscaras

01/02/2009 3 Maçãs
Pois é, aqui fica a minha mais recente invenção para o jornal da minha turma, o "6ºA & Companhia", mas que como não podia deixar de ser aqui fica no meu blog pessoal. Deu-me para escrever uma história assim para o romântico, devido àquelas máscaras de Veneza que não deixam ver a pessoa que está por detrás delas. Ainda não me recuperei* do Tutankamon, mas já estou pronta para outra!

*recuperei - ainda não tenho as ideias todas ainda a funcionar, pois utilizei muitas delas na outra história.


Baile de Máscaras

Era noite de festa. Máscaras e mascarilhas de todo o feitio dançavam aos pares há já um bom tempo, embora não o saiba definir, devido à alegria que contagiava tudo e todos e que pairava no ar. Era noite de festa. Noite de animação. A perfeita altura para começar namoricos e para conquistar a sua alma gémea. Eu ia pelo mesmo caminho, dividida entre um fantástico gato de bigodes farfalhudos e um príncipe de Veneza na forma de sapo gorducho. Quem era eu? Eu era a dama de honra, a anfitriã da casa. Também eu dançava, ora com um ora com outro, de bochechas ruborizadas, nem sei se da dança ou se da felicidade intensa. Mas eu tinha a obrigação de abrir o baile, o que já acontecera, e também de atender todas as máscaras e, no fim, de eleger a melhor e mais encantadora.
Ora estava eu à porta recebendo todas as máscaras convidadas quando aparece aquela que seria o meu par até ao fim da festa, já na manhã do dia seguinte. Era um rato de fato e gravata e com ar extremamente presunçoso. Nunca ouviste dizer que é mau é de que mais gostamos (embora depois eu percebesse que ele não o era)? Pois foi exactamente a situação. Sir John Scott, como pomposamente se chamava, gostava imenso de se exibir e de se mostrar, sendo um ser extremamente presunçoso. Devo dizer que eu era um bocadinho preguiçosa e convencida, mas era bondosa e penso que todos da terra gostavam de mim. Bem sei que era rica e que não trabalhava, mas gostavam logo de mim só por no Carnaval organizar aquele grande baile e aquela grande festa. Eu, embora apelasse à diversificação de disfarces, usava sempre o mesmo (com uns ajustes quando estava gorda demais). Mascarava-me de ratinha amorosa e boa mãe (embora não tivesse filhos) e era assim que conquistava tudo e todos. Ainda por cima era solteirona (já não sou!)…
Sir John ficou encantado comigo. Logo que chegaram todas as máscaras convidou-me para uma dança. E eu lá fui, esquecendo por completo o gato e o sapo, que neste momento já me pareciam completamente horríveis e horrendos. Acho que gostei logo dele, embora não tenha a certeza (mas certeza tenho que agora gosto!). Devo dizer que me surpreendi com as suas qualidades, e os seus defeitos nem se atreveram a entrar no meu coração. Ah! Boa noite, essa… Dançámos toda a noite, sem parar uma única vez, e as minhas bochechas estavam ruborizadas de tanto dançar. Quando soaram as 12 badaladas Sir John sorriu para mim e foi aí que eu percebi que as máscaras não interessavam. Por isso quando ele me sugeriu que ficássemos juntos, nem senti vergonha ou medo ao perguntar se podíamos viver sem tirar as máscaras. E a sua resposta saiu prontamente, de forma carinhosa:
- Claro que sim, minha princesa!
E nos próximos anos, sempre que era Carnaval, eu tinha o meu marido rato, mesmo na realidade, a meu lado, recebendo as outras máscaras. É verdade! Eu também era (e sou!) uma ratinha e claro que o meu futuro marido foi o vencedor do prémio da “Grande Máscara”.

Maria Rama, a rata

24/02/2009

3 Maçãs

  1. Olá, Madalena!
    Imaginação e energia, de facto, não te faltam! Mais uma história em ação. Reparaste, escrevi ação sem o c antes do outro ç, estou a tentar adaptar-me ao Acordo Ortográfico, mas confesso que é difícil... vai demorar... já agora, obrigada pelo link para o Português Exacto. É estranho, o site chama-se Português Exacto, mas parece que exacto já não tem c... fica o reparo...
    Quanto à tua nova história, encarnas muito bem a personagem romântica da ratinha. O tema vem a calhar, pois estamos perto do Carnaval e também do Dia de São Valentim.
    Uma sugestão: vê se ainda estás a tempo de concorrer ao concurso epistolar dos CTT, cujo tema este ano é "Como as boas condições de trabalho podem contribuir para melhores condições de vida". Acho que é mais ou menos assim... Eu estou a participar com os meus alunos noutro concurso dos CTT que é "Onde te leva a imaginação", mas que dependia de inscrições feitas pelo professor de Língua Portuguesa (ou outro) em Novembro.
    Quanto ao Tutankamon... nunca mais me deste notícias... Já enviaste? Fizeste alterações? Tiveste em conta alguma das minhas muitas (talvez demasiadas) sugestões?
    Bem, por agora, beijinhos.

    Gaivota Ditosa

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  2. Olá! Quanto ao Português Exacto acho que tem razão, exacto devia ser exato, embora para mim fique horrível! Não sei porquê, mas quando quero ver se escrevi bem ou com erros olho para as palavras e vejo se elas me "parecem bem". É um pouco esquisito, mas "exato" não me parece nem um bocadinho bem. Pois é, já tinha ouvido falar desse concurso dos CTT, mas sinceramente não me estou bem a ver a escrever uma carta... mas não está fora de questão, só tenho de me informar melhor. Sobre o Tutankamon... vi as suas sugestões e achei que até ficavam bem, mas não alterei a história por uma razão (espero que não se importe): a maneira como a tentei fazer, com aquele fim e tudo mais, tem a sua razão de ser. Se eu quiser desenvolver mais o contacto com as pessoas não quero utilizar uma história pequenina com o Tutankamon; quero algo maior, mais complexo e com outra finalidade. Valeu a intenção e gostei muito da sua versão; pode ter a certeza que terei em conta quando quiser escrever uma história com esse sentido. Ah! Ainda bem que gostou desta história: foi feita em menos de 90 minutos (na aula de Área de Projecto) e isso para mim não dá tempo para uma história "decente".

    P.S. Desculpe não ter respondido ao seu email, mas como penso já lhe ter dito (e agora devo estar a repetir), não tenho jeitinho nenhum para respostas. Espero que não se importe e não leve a mal o que disse (afinal não participei num concurso para não ganhar nada!)!

    Beijinhos,

    Madalena

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  3. Oi, querida Lagartinha!

    Obrigada por responderes. Eu se calhar também exagerei nos comentários e nas sugestões. De futuro, vou tentar conter os dedos, pois estes, quando entram em contacto com um teclado, não querem parar.

    Uma ótima semana para ti!
    (ai, mais uma palavra à moda do Acordo... também detesto ver as palavras escritas assim, soa a brasileiro... quando conseguirei habituar-me?)

    Bicadinhas amigáveis!

    P.S. - Não acho nada que não tens "jeitinho nenhum para respostas". Afinal, o que aqui escreveste foi... uma resposta! E gostei de a receber...

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Olá! Obrigada pelo teu comentário no Pomarão. :)