Poema meu

01/11/2008 1 Maçã
O poema que, em noite de tempestade, me apeteceu escrever (sem quaisquer regras).

O meu monstro de estimação

No oceano aterrador
De águas traiçoeiras
Ergue-se Adamastor
O monstro das 7 caras.

Num dia é mau,
Noutro cruel,
Não há sossego
Em terras de Salamaquiel.

"É ele, é ele!"
Berram gentes de madrugada
Quando vêm a sua chegada
Depois de tão noite descansada.

Mas nas noites de tempestades
Nessas noites reservadas
Onde só trovões se ouvem
Só relâmpagos se vêem
Corre feliz e contente,
Com o mar assustado,
O gigante Adamastor
Com o seu malandro lado.

Não é o das histórias de Camões
Nem o mostrengo de Pessoa
É malandro e assombroso
O meu monstro curioso.

1 Maçã

  1. Olá, Lagartinha!

    Não resisto a enviar-te uma mensagem, sempre que leio um poema teu. Este está muito bonito. Que haja mais noites de tempestade dessas para voltares a sentir-te inspirada. Tenho inveja, sabes, de me sentir inspirada como tu. E tenho saudades de um tempo em que me sentia inspirada. Crescer não é nada divertido. Não queiras crescer depressa. Depois, muitas vezes, falta o tempo, falta a inspiração... Eu nunca quis crescer depressa, a sério, mas, depressa ou devagar, foi acontecendo. Um dia destes, vou enviar-te para o e-mail um ou dois poemas que escrevi nesse tempo. Uma novidade: já tenho net em casa, finalmente! E é rápida! Eu depois escrevo-te.

    Bicadinhas de amizade da Gaivota Ditosa.

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Olá! Obrigada pelo teu comentário no Pomarão. :)