Os campeões europeus* do 10 de julho

11/07/2016 0 Maçãs

Sara Moreira (ouro), Jéssica Augusto (bronze) e Ana Dulce Félix, meia-maratona*. Tsanko Arnaudov (bronze), lançamento do peso*. Patrícia Mamona (ouro), triplo salto*. Rui Costa (2º lugar), 9ª etapa do Tour de France. Seleção Portuguesa (campeões), futebol*. (entre outros...)

I feeeeeeeeeeel good, tchananananaaaaam! 

(P)abu #3: eu canto, tu tocas, eles ouvem...

09/07/2016 0 Maçãs

A universidade é um mundo à parte. Por muitos clubes que a vossa secundária pudesse ter, nada se compara à diversidade de atividades que podemos encontrar numa instituição de ensino superior. Tunas, coros, orquestras, desportos, grupos de teatro... enfim, tudo o que possam imaginar.

Contudo, contrariamente ao que seria de esperar de atividades associadas à universidade, nem todas são abertas à comunidade académica em geral. Refiro-me, por exemplo, e no caso específico da UBI, às tunas - reservadas aos estudantes que se encontrem na Praxe.

[sem querer desprezar as restantes atividades, vou cingir-me ao âmbito musical por ser aquele de maior interesse para mim e também aquele sobre o qual mais me informei]

Mais uma vez, um assunto polémico. Praxe, espírito académico, tuna... estará isto tudo assim tão relacionado e enraizado na nossa cultura ao ponto de não conseguirmos distinguir uns conceitos dos outros?

(P)abu #2: integrar, trajar, segregar

06/07/2016 0 Maçãs
(p)abu, como quem diz que a Praxe é um assunto tabu...
A "integração" não é uma escolha pessoal. Eu não escolho integrar-me, escolho fazer um esforço para me integrar, o que é algo completamente distinto. Depois, é algo que não depende apenas de nós; somos humanos, dependemos todos uns dos outros e por alguma razão gostamos de viver em sociedade. Daí que, independentemente do que muitos gostem de dizer, é tão fácil integrarmo-nos quanto, vá se lá saber porquê, não nos integrarmos.

Pronto, agora é que estou feita ao bife. Não me dei bem com a Praxe e as aulas propriamente ditas ainda nem começaram. Vou sentar-me de forma aleatória nas tutorias (e logo no meu curso, em que até as salas já têm as mesas dispostas para nos sentarmos em grupo...) e vai ser um sarilho de todo o tamanho até conhecer alguém tão desorientado quanto eu. Como é que é suposto integrar-me?

Colocando a questão de outra forma: não fazendo Praxe, há alternativas? No caso específico da minha universidade, a resposta é muito simples: não.

(P)abu #1: uma semana e um dia

05/07/2016 0 Maçãs
(p)abu, como quem diz que a Praxe é um assunto tabu...
Dos dois meses e meio que dura a Praxe na Covilhã, eu compareci a uma semana e um dia. Um período que, diga-se de passagem, teve os seus bons momentos. Também chorei a rir com as palhaçadas dos meus colegas, também contive as emoções no momento em que algum praxante me dirigiu a palavra ou era suposto estar caladinha no meu canto sem me rir do que se passava à minha volta.

Não me deu para choros. O pior inimigo que enfrentei numa semana e um dia foi... o frio. Ou, pelo menos, assim o achei naquela altura. Estar deitada no chão, às 3h da manhã, com 7 graus Celsius de temperatura, nem com um casaco de lã e um impermeável por cima a coisa podia correr bem. Pior do que isso, só quando achei que me iam colocar banha de porco no cabelo; eu escapei - alguns dos meus colegas, não. Se isso diminuiu o entusiasmo deles no dia seguinte? Claro que não!
- Fomos apanhados por uma melícia e foi brutal! Estou de direta, vou dormir na tutoria de biocel! (ok, esta não é uma citação exata, mas o conteúdo não difere muito da realidade)
Então... porque é que saíste?

Perspetiva

14/06/2016 0 Maçãs

Lembro-me do meu nulo jeitinho para os desenhos de artes visuais e outras disciplinas do género que fui tendo ao longo do ensino básico. Ainda hoje me vejo à rasca para transmitir seja o que for através de desenhos - vai-se a ver e vem daí a minha pequenina aversão aos microscópios (isto no secundário)... era tudo muito lindo até ter de passar o que via para o papel!

Contudo, houve uma matéria que despertou o meu interesse: a perspetiva. Teoricamente falando, claro, que isto de passar à ação nunca foi o meu forte. Mas a verdade é que toda a noção de ver o mesmo de pontos de vista diferentes me passou a fascinar muito mais desde então, ainda para mais tendo em conta as diversas técnicas a utilizar para conseguir passar essa informação para o papel.

Abstraindo-nos da lição de desenho, podemos levar este conceito mais longe. Parecendo que não, todas as questões relacionadas com a homofobia e com a intolerância partem daqui. De uma questão de perspetiva, em que nos colocamos do lado das vítimas ou dos agressores - esquecendo, portanto, que há um ponto de onde se vêm claramente as situações, sem que ocorra uma distinção de "lados".

Aqui entre nós, já não há pachorra para tamanha incompreensão num mundo tão evoluído. Construímos habitações que não caem para o lado com o vento, telemóveis que nos permitem comunicar à distância em tempo real, automóveis que flutuam e utilizam energias renováveis... e depois temos ataques terroristas, armas fabricadas em massa, exércitos preparados para atuar em caso de guerra.

Enfim. Como bons europeus e patriotas que somos, vamos antes esquecer as desgraças todas e vibrar com o jogo de hoje (Portugal vs. Islândia). Eu não disse que era uma questão de perspetiva?

Não nos roubem o amarelinho...

31/05/2016 0 Maçãs
"A UBI é nossa, a UBI é nossa..."
Toda a gente tem o direito de se manifestar. Parece-me que o Homem já é suficientemente crescidinho para decidir quando é que se deve juntar em defesa daquilo que considera seu direito. 

Já agora, uma notinha:
Falando por experiência própria, é mais difícil reunir um grupo de 4 alunos para realizar um trabalho de grupo do que arranjar 1000 gostos e comentários à pala no Facebook para o Ernesto rapar o cabelo - como eu costumo dizer, "prioridades!".
Por isso, quando surge algum grupo organizado de milhares de pessoas a manifestarem-se, eu tenho sempre o maior respeito pelos coordenadores de tal evento e nem consigo imaginar a trabalheira que não deve dar erguer um movimento de tamanhas dimensões.

Agora, roubarem a cor do meu curso é que é indecente!  Até o mais comum dos mortais sabe que qualquer agrupamento de amarelinhos corresponde a caloirinhos de Medicina! E olhem que isto vem de alguém que esteve nessa posição há muito pouco tempo, por isso sei bem do que estou a falar...

Tinham logo de escolher o amarelo, minha gente! Da próxima escolham a cor de tijolo das Engenharias, pode ser?